A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que integra a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), afirmou que os trabalhos do colegiado têm enfrentado pressões e tentativas de interferência após a identificação de líderes religiosos influentes envolvidos no esquema investigado.

Em entrevista ao SBT News, no último domingo (12/1), a parlamentar declarou que a comissão já encontrou indícios da participação de “grandes igrejas” e “grandes pastores” nos desvios ilegais que atingiram aposentados e pensionistas. Segundo Damares, a repercussão dessas descobertas tem provocado reações para tentar frear o avanço das apurações.

"(Estão tentando atrapalhar as investigações) O tempo todo. Vou falar algo que me machuca muito. Nós estamos identificando igrejas nos esquemas de fraudes aos aposentados. E quando se fala de um grande pastor, vem a comunidade: 'não falem, não digam, não investiguem, porque os fiéis vão ficar muito tristes'", afirmou a senadora.

De acordo com Damares, o avanço das investigações fez com que a CPMI passasse a sofrer lobbies contrários à continuidade dos trabalhos. Ainda assim, ela destacou que os resultados obtidos até agora superaram as expectativas iniciais dos parlamentares.

"Essa CPMI do INSS está chegando em lugares que a gente jamais imaginava. Grandes igrejas do Brasil estão sendo apontadas. Isso me machuca muito", completou.

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A senadora também afirmou que o trabalho da comissão representa um marco para o funcionamento das CPIs no Congresso Nacional. Segundo ela, a CPMI do INSS deverá apresentar resultados concretos e responsabilizar agentes de diferentes campos políticos.

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