MINISTRO DO STF

Toffoli determina bloqueio de bens de Tanure no caso Banco Master

Toffoli cita uma manifestação da PGR que menciona Tanure, dizendo que a PF apontou indícios de que ele é "sócio oculto do Banco Master"

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SÃO PAULO, SP, E BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli determinou no dia 6 de janeiro o bloqueio dos bens do empresário Nelson Tanure no mesmo montante daquele pedido em relação a Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, atendendo a um pedido da Procuradoria Geral da República, segundo decisão judicial lida pela reportagem. 

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Toffoli cita uma manifestação da PGR que menciona Tanure, dizendo que a PF (Polícia Federal) apontou indícios de que ele é "sócio oculto do Banco Master, exercendo influência por meio de fundos e estruturas societárias complexas, razão pela qual o bloqueio do seu patrimônio deve ocorrer". 

Em sua decisão, o ministro do STF disse que defere os pedidos de sequestro e bloqueio de bens feitos pela PGR, que inclui os de Tanure. "Diante desse cenário, mostra-se urgente e necessário o deferimento dos pedidos formulados pelo Procurador-Geral da República nestes autos," afirmou Toffoli em sua decisão do dia 6 de janeiro. 

Tanure não comentou a decisão de Toffoli até a publicação desta reportagem. Na quinta-feira (15), o empresário publicou uma nota negando envolvimento societário com o Master. "Não fui nem sou controlador do extinto Banco Master, tampouco seu sócio, ainda que minoritário, direta ou indiretamente", afirmou. 

O empresário foi alvo de busca e apreensão na quarta-feira (14) da segunda fase da Operação Compliance Zero, que mirou pessoas supostamente envolvidas em fraudes realizadas pelo banco Master por meio do uso de fundos de investimento. Ao todo, essa operação envolveu o sequestro e bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens. 

A operação policial foi uma espécie de ápice na trilha de controvérsias que marcam a trajetória de Tanure desde a década de 1990 - sempre a partir do Rio de Janeiro, para onde se mudou depois de deixar a Bahia, sua terra natal. 

Entre as empresas nas quais figurou como investidor mais recentemente estão a Prio, do setor de óleo e gás, a incorporadora imobiliária Gafisa, a distribuidora de energia Light, a varejista Dia e a companhia de saúde diagnóstica Alliança Saúde. 

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No passado mais distante, foi acionista relevante da operadora de telefonia Oi no período mais crítico da empresa e assumiu o controle do antigo jornal econômico Gazeta Mercantil em um momento de grave crise que culminou com o encerramento das operações. Nessa área, também foi dono do Jornal do Brasil.

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