Ministro da Educação, Camilo Santana -  (crédito: Leandro Couri/EM/DAPRESS)

Ministro da Educação, Camilo Santana

crédito: Leandro Couri/EM/DAPRESS

Entre as pautas discutidas pelo ministro da Educação, Camilo Santana, durante sua visita a Belo Horizonte, está a construção de um novo Instituto Federal (IFMG) na capital mineira. Para os aliados políticos do presidente Lula (PT), a escolha do local exato onde a unidade deve ser estabelecida é de extrema importância.

 

Inicialmente, a proposta era que o novo Instituto Federal fosse instalado no antigo edifício da BHTrans, no Bairro Buritis, atualmente ocupado pela reitoria do IFMG.

 

No entanto, a escolha do local tem sido criticada por membros da base petista em Minas, que argumentam que não faz sentido criar um instituto federal em um bairro majoritariamente elitizado.

 

 

Essa é a uma questão discutida com o ministro Camilo Santana, principalmente enfatizada pelo deputado federal e vice-líder do governo, Rogério Correia (PT). O parlamentar defende que o instituto seja localizado em uma área periférica para atender principalmente comunidades mais carentes.

 

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Com isso, outras áreas estão sendo consideradas. Entre elas, destaca-se o terreno pertencente à Cemig, na Avenida Afonso Vaz de Mello, no Barreiro. Os representantes dos moradores da região protocolaram um pedido na Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Além disso, o presidente da Comissão do Trabalho da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, deputado Estadual Betão (PT), acionou o Ministério da Educação para seja criada uma agenda de discussão e incentivo dos Institutos Federais em Minas Gerais. Na pauta, a além de acompanhar a instalação dos oito institutos federais anunciados no mês passado pelo presidente Lula para Minas Gerais, o deputado também solicitou a instalação do IFMG em Belo Horizonte seja na Região do Barreiro.

“Já apresentamos dois requerimentos ao MEC com dados que justifiquem a ida do IFMG para a região do Barreiro para um terreno que hoje pertence à Cemig. É a melhor forma de valorizar uma região que só vem crescendo, levando educação e capacitação de qualidade”, explica Betão.

Vale ressaltar que o governo federal ainda não tomou uma decisão definitiva sobre o local para a instalação do novo Instituto Federal. Além da troca do lugar, os deputados da ALMG propõem que a concessão do terreno também seja utilizada para abater parte da dívida de R$ 160 bilhões que o estado de Minas Gerais possui com a União.