Tenente-coronel Mauro Cid fechou acordo de delação premiada e contou que sabia -  (crédito: Evaristo Sá/AFP – 11/7/23)

Tenente-coronel Mauro Cid fechou acordo de delação premiada em setembro de 2023

crédito: Evaristo Sá/AFP – 11/7/23

O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), chegou à sede da Polícia Federal, em Brasília, nesta segunda-feira (11/3), para prestar novo depoimento sobre a trama de um golpe de estado articulado pelo entorno do ex-presidente, ainda em 2022.

 

Com um acordo de delação premiada homologado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, desde setembro de 2023, é normal que Cid retorne para oitivas com o intuito de fornecer novas informações com o avançar das investigações. A expectativa é que o militar esclareça ou corrobore com o depoimento do ex-comandante do Exército Freire Gomes.

O braço-direito de Bolsonaro tem colaborado com as investigações da PF e disponibilizando material robusto sobre o envolvimento de militares com a suposta tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. Cid, por exemplo, teria delatado a reunião ministerial que o ex-presidente fez ainda em antes das eleições e que motivou a operação Tempus Veritatis, de 8 de fevereiro.


Freire Gomes teria participado de outras reuniões para a elaboração de uma minuta golpista, mas também teria se recusado a aderir ao plano. A recusa do antigo comandante do Exército irritou Bolsonaro e seus aliados, como o general da reserva Braga Netto.

 

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O próprio ex-presidente já prestou depoimento nesta investigação, mas optou pelo direito ao silêncio. A defesa de Bolsonaro alega que não teve acesso ao processo e nem ao conteúdo da delação de Cid.