RÁDIO TUPI
A Justiça da Paraíba rejeitou o recurso apresentado pelos advogados de Hytalo Santos e de seu marido, Israel Nata Vicente, conhecido como Euro. A decisão judicial desta terça-feira (3/11) manteve a prisão preventiva de ambos. Os dois influenciadores foram condenados em fevereiro de 2026 por produção de conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes.
Com o pedido de soltura negado pela Justiça, os criadores de conteúdo continuam detidos no Presídio Desembargador Flóscolo da Nóbrega. O estabelecimento prisional fica situado no município de João Pessoa.
Origem das investigações
O Ministério Público da Paraíba iniciou apurações sobre os influenciadores ainda em 2024, após denúncias sobre a exploração de menores em vídeos para a internet. O caso ganhou projeção em agosto de 2025, momento em que o youtuber Felca apontou a sexualização de jovens nos materiais divulgados pelo influenciador paraibano.
Conforme indicam as autoridades nos autos, a imagem dos adolescentes era explorada com propósitos específicos:
-
ampliar o alcance digital das publicações nas redes sociais;
-
gerar retorno financeiro direto para o casal.
Os autos da investigação também detalham suspeitas de exploração sexual e relatam domínio sobre o cotidiano dos jovens que moravam com eles. Diante desse cenário, Hytalo Santos chegou a publicar uma carta aberta nas redes sociais.
Leia Mais
Prisão em São Paulo e novos procedimentos
A detenção do casal ocorreu em 15 de agosto de 2025 na cidade de Carapicuíba, na Grande São Paulo. Depois de passarem um período detidos em presídios paulistas, os dois foram transferidos para o estado da Paraíba em 28 de agosto daquele ano.
Além da ação que resultou na condenação penal em primeira instância, Hytalo e Israel enfrentam procedimentos investigativos complementares:
-
suspeita de prática de lavagem de dinheiro;
-
ocultação de bens relacionados a recursos gerados por atividades ilegais.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
A equipe jurídica que representa os dois influenciadores nega todas as imputações apresentadas pelas autoridades e sustenta a inocência dos clientes. Os advogados apontam irregularidades na sentença judicial e atuam para obter a anulação da condenação na Justiça.
