A diretora do Instituto Penal Oscar Stevenson, Graça Maria Silva de Souza, perdeu o cargo e foi presa em flagrante na Zona Norte do Rio de Janeiro sob suspeita de desviar comida da unidade prisional. Ela acabou autuada por peculato na 21ª DP (Bonsucesso), além de responder a um processo administrativo disciplinar.
A prisão ocorreu após agentes flagrarem uma grande quantidade de mantimentos estocados no porta-malas do veículo particular da servidora, durante uma abordagem realizada nos arredores do presídio, localizado no bairro de Benfica.
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O que foi encontrado no carro?
A inspeção no porta-malas do automóvel localizou diversos itens destinados à alimentação da unidade prisional. Entre as mercadorias retiradas do veículo estavam:
- Carne
- Frango
- Peixe
- Linguiça
- Queijos
- Frutas
- Óleo
- Leite
- Café
- Achocolatados
Como os agentes descobriram o caso?
A apuração começou a partir de denúncias apontando irregularidades no destino dado à comida do presídio. A partir desses relatos, a Corregedoria da Secretaria Estadual de Polícia Penal (Seppen) e a Subsecretaria de Inteligência do Sistema Penitenciário (Ssispen) passaram a monitorar a rotina do local.
Uma equipe de inteligência foi enviada para averiguar a presença do automóvel estacionado perto do estabelecimento penal. A revista no veículo foi realizada diante da própria gestora, momento em que os agentes encontraram o carregamento de comida.
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O que a servidora alegou sobre as mercadorias?
Ao ser questionada pela equipe sobre as notas fiscais dos itens, Graça Maria admitiu que não possuía documentação comprovando a origem dos produtos. Ela declarou que recolheu os alimentos dentro do presídio porque eles não seriam mais aproveitados e justificou que faria a doação da carga para um centro espírita.
Depois da abordagem, a diretora foi conduzida junto com o carro e todos os mantimentos para a delegacia de Bonsucesso. A reportagem não conseguiu localizar os advogados responsáveis pela defesa da servidora.
A Secretaria Estadual de Polícia Penal afirmou em comunicado oficial que "não compactua com quaisquer desvios de conduta e cometimento de crimes praticados por seus servidores".
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A pasta reforçou também que atua permanentemente para combater esse tipo de irregularidade na corporação, com ações coordenadas entre a Corregedoria e a área de inteligência.
