Uma loja de conveniência em um posto de combustíveis ao lado da Pequena Cruzada, na Lagoa, na Zona Sul do Rio de Janeiro, viu o movimento mudar em repercussão a investigações divulgadas desde 2025. Frequentadores passaram a parar em frente à vitrine para questionar valores de garrafas do uísque escocês Macallan, conforme apuração da coluna de Ancelmo Gois, do jornal "O Globo".

O interesse reflete o impacto prolongado de apurações policiais que citaram a bebida de luxo. A funcionária do estabelecimento explicou que o público busca uma versão específica e de valor elevado: o rótulo procurado pelos clientes custa cerca de R$ 4.700, item que sequer faz parte do estoque do comércio de combustíveis da capital fluminense.

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Procura em posto da Zona Sul

Na prateleira do posto carioca, a única versão disponível da marca tem o preço fixado em R$ 1 mil. Mesmo com a diferença de valores e de linha, a curiosidade de quem circula pela região aumentou, motivada pela visibilidade que o destilado ganhou nos bastidores do poder.

A atendente do local resumiu a dinâmica com os clientes curiosos diante do expositor: “É que todo mundo pergunta, mas ninguém compra”. O movimento gera diálogos constantes no balcão, transformando a garrafa em uma atração entre motoristas e moradores que passam pela Lagoa.

Citação em investigações federais

A marca escocesa entrou no centro do debate público após a Polícia Federal (PF) analisar mensagens de Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master preso em março de 2026. Registros da apuração revelada ao longo de 2025 indicaram que reuniões com degustação da bebida ocorreram em Londres, ainda em abril de 2024, envolvendo autoridades públicas e parlamentares.

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Entre os diálogos interceptados pelos investigadores, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou uma mensagem em março de 2025 na expectativa de uma nova viagem à capital britânica: “Tomara que tenha charuto e macalan!”.


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