Uma disputa judicial que se arrastou por mais de 10 anos sobre a herança de Samuel Klein, o fundador das Casas Bahia, chegou ao fim. A reviravolta no caso aconteceu após o resultado de um exame de DNA, que descartou o suposto vínculo de paternidade entre o empresário e Moacyr Ramos de Paiva Agustinho Júnior, que reivindicava parte do patrimônio.

Com a prova genética negativa, a família de Moacyr Ramos de Paiva Agustinho Júnior desistiu formalmente da ação. A decisão encerra um longo impasse que mantinha uma parte dos bens do empresário bloqueada, impedindo a conclusão do inventário desde a sua morte, em 2014.

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O processo foi iniciado por Moacyr Ramos, que alegava ser filho de Samuel Klein. Após o falecimento de Moacyr durante o processo, sua viúva e filhos deram continuidade à batalha nos tribunais. O impacto da ação foi direto na partilha dos bens, já que a Justiça determinou o bloqueio do patrimônio até que a questão da paternidade fosse definitivamente resolvida.

O ponto final na discussão veio em 1º de abril de 2026, data em que o laudo do teste genético confirmou a ausência de qualquer ligação biológica entre os dois. Diante do resultado, a família de Moacyr solicitou a renúncia material e processual, pedindo o fim das restrições sobre a herança.

A resolução do conflito permite agora que o inventário de Samuel Klein prossiga. Com o desbloqueio dos valores, a divisão do patrimônio entre os herdeiros legais poderá ser finalizada, encerrando um capítulo de incertezas que durou mais de uma década.

O empresário Enzo Gorentzvaig, que administra a cota hereditária de Saul Klein, desde 2022, esteve envolvido nas negociações que levaram ao encerramento do caso. Para ele, o resultado do exame não apenas resolve as questões patrimoniais, mas também conclui a discussão sobre a suposta filiação.

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  • Estagiária sob supervisão da editora Ellen Cristie.

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