Preso aos 22 anos, jovem suspeito de ameaçar de morte professores e ex-colegas de escola também assustava a própria mãe
Operação apreendeu celulares e anotações ilícitas na casa do suspeito; mãe relatou à delegada que temia agressividade do rapaz no dia a dia
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Policiais do 7° Distrito Policial de Santos prenderam em flagrante Enzo Ricardo Verzani, de 22 anos, no litoral de São Paulo. A prisão ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão. O jovem é investigado pela prática de ameaça, incitação ao crime, pedofilia e tráfico de drogas.
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Durante a ação no imóvel do suspeito, os agentes recolheram computadores e aparelhos celulares contendo registros ilegais. A equipe policial também apreendeu anotações e materiais com referências diretas à venda de armas e ao comércio de entorpecentes.
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A mãe do investigado presenciou a entrada dos policiais e expressou receio sobre o comportamento do filho no cotidiano. Em entrevista concedida à "TV Tribuna", a delegada Daniela Perez Lázaro relatou o depoimento prestado pela mulher.
“A mãe, muito nervosa, falou que ele é uma pessoa muito difícil e que ela também tinha medo da convivência com ele. Em razão desses problemas todos que ele apresenta, por ser uma pessoa extremamente agressiva”, disse Daniela.
Ameaças e incitação a crimes
Segundo as apurações, Enzo utilizava a plataforma Discord para difundir ameaças de morte contra professores e ex-colegas de colégio. Ele também estimulava ataques contra policiais civis e militares por meio do aplicativo.
O suspeito afirmava integrar organizações criminosas como o Comando Vermelho e o PCC. A delegada explicou que a corporação não constatou vínculo efetivo com as facções, avaliando que os relatos serviam para amedrontar as vítimas.
“Uma pessoa perigosa. Com essas ideias que ele fomenta, que ele incita, que incentiva as pessoas a realizarem”, afirmou Daniela sobre a conduta do rapaz.
As postagens atribuídas ao jovem continham materiais de pornografia infantil e ofertas de grandes quantidades de drogas. Conforme destacou a autoridade policial, ele também promovia o estímulo a estupros e feminicídios voltados contra mulheres específicas.
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Conduzido à delegacia de polícia, Enzo decidiu ficar em silêncio durante o interrogatório. A delegada solicitou a conversão da captura em prisão preventiva à Justiça. Peritos analisam os dispositivos apreendidos para checar a autoria das mensagens e mapear possíveis cúmplices no caso.