A produção do filme "Dark Horse", que aborda a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi concluída a um custo de R$ 75,1 milhões e já teve exibições privadas. No entanto, a produtora avalia adiar o lançamento, previsto para setembro, para o período pós-eleitoral, em meio a graves controvérsias sobre seu financiamento e legalidade.

Investigação sobre financiamento irregular

O longa-metragem está no centro de uma investigação por seu financiamento. Apurações revelam que o banqueiro Daniel Vorcaro, atualmente preso, enviou R$ 61 milhões para a produção. O senador Flávio Bolsonaro teria negociado com Vorcaro um aporte total de R$ 134 milhões. Além disso, um contrato mostra que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro atuou como produtor-executivo, com poder sobre o uso do dinheiro.

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Operação sem registro na Ancine

A produção também enfrenta outra frente de investigação: a Ancine abriu um processo administrativo contra a Go Up Entertainment, produtora do filme, por suspeita de ter realizado as filmagens no Brasil sem a comunicação prévia exigida para obras estrangeiras , uma irregularidade que pode render multa de até R$ 100 mil à empresa. Apesar disso, a agência concedeu ao filme, em agosto de 2026, o Registro de Obra Estrangeira, um dos requisitos para a exibição comercial, ainda pendente da classificação indicativa do Ministério da Justiça.


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