O Índice de Confiança Social (ICS) de 2026 registrou 55 pontos, em uma escala de 0 a 100, revelando que os brasileiros confiam mais em pessoas e grupos sociais próximos do que em instituições. O levantamento, realizado com 2.000 entrevistados em 130 municípios, mostra que a confiança nas relações pessoais atinge 63 pontos, enquanto a institucional fica em 54.
Pelo 17º ano consecutivo, o Corpo de Bombeiros lidera o ranking como a instituição de maior credibilidade no país, com 86 pontos. No outro extremo, os partidos políticos amargam a última posição, com apenas 30 pontos.
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Instituições mais e menos confiáveis
Além dos bombeiros, outras organizações associadas à proteção e educação aparecem bem posicionadas. As escolas públicas alcançaram 68 pontos, seguidas pela Polícia Federal (66), igrejas (64) e Forças Armadas (63).
Em posições intermediárias, figuram as organizações da sociedade civil (55 pontos) e, com 54 pontos cada, os meios de comunicação, o sistema público de saúde, os bancos e o Ministério Público.
As instituições ligadas ao sistema político concentram os piores resultados. O Congresso Nacional obteve 34 pontos, enquanto o Presidente da República e os sindicatos marcaram 42 pontos cada. O Governo Federal registrou 46 pontos. Pela primeira vez na pesquisa, os Tribunais de Contas estrearam com 49 pontos.
Diferenças entre segmentos da população
A pesquisa aponta variações de confiança conforme a classe social, região e idade. Entrevistados das classes D/E demonstram maior confiança institucional (58 pontos), enquanto a classe A/B confia mais em pessoas (67 pontos).
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O Nordeste apresenta o maior Índice de Confiança Social, com 59 pontos, e seus moradores também confiam mais em instituições políticas, como o sistema eleitoral (57) e o Governo Federal (55).
Os mais jovens, de 16 a 24 anos, registram maior confiança institucional (56 pontos). Já os brasileiros com 60 anos ou mais destacam-se pela alta confiança nos familiares (83) e vizinhos (65).
Confiança se concentra nas relações pessoais
Os grupos sociais mais próximos obtiveram as pontuações mais altas. A confiança na própria família chegou a 80 pontos, seguida por amigos (63 pontos), vizinhos (55 pontos) e nos brasileiros em geral (52 pontos).
“O estudo revela que o Brasil não é um país sem confiança. Os brasileiros seguem confiando fortemente em pessoas próximas e em instituições associadas ao cuidado, à proteção e à educação. O desafio continua sendo ampliar essa confiança para a esfera institucional e política”, afirma Márcia Cavallari, diretora da Ipsos-Ipec.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
