Arnaldo Ribeiro, apontado pela Polícia Federal (PF) como um dos principais articuladores do tráfico de armas para o Comando Vermelho, foi capturado no Suriname durante a Operação Red Fox, deflagrada neste fim de semana. Ele foi localizado em uma mansão em Paramaribo, capital do país, e é suspeito de movimentar cerca de R$ 150 milhões em transações ligadas ao crime organizado.
Segundo as investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, Arnaldo atuava como fornecedor de armamentos pesados para a facção, especialmente fuzis AK-47.
O material seria destinado ao braço do Comando Vermelho no Norte do Brasil, em uma estratégia para ampliar o domínio territorial da organização criminosa.
Esposa também foi presa
Além de Arnaldo, a esposa dele, Denise Mendonça, foi detida pela polícia local. De acordo com os investigadores, ela teria papel importante na parte financeira e logística do esquema, ajudando na movimentação de valores e no funcionamento da rede criminosa.
O casal foi extraditado para o Brasil e recebeu voz de prisão ao desembarcar em Belém (PA). A operação é considerada uma das principais ações recentes contra o tráfico internacional de armas ligado ao Comando Vermelho.
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Bloqueio milionário de bens
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 500 milhões em ativos vinculados aos investigados. A medida busca atingir a estrutura financeira do grupo, incluindo empresas suspeitas de serem usadas como fachada para lavagem de dinheiro.
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Ao todo, a operação tinha como objetivo cumprir 13 mandados de prisão. Até o momento, quatro pessoas foram executadas. A apuração também aponta que intermediários ajudavam a fracionar depósitos bancários para dificultar a identificação das transações pelos órgãos de controle.
