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PM usa bombas, 'corredor polonês' e gás para desocupar reitoria da USP

A Polícia Militar de São Paulo desocupou, na madrugada deste domingo (10/5), a reitoria da USP, ocupada por estudantes desde a última quinta-feira (7/5)

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A Polícia Militar de São Paulo desocupou, na madrugada deste domingo (10/5), a reitoria da USP, ocupada por estudantes desde a última quinta-feira (7/5). A operação começou por volta das 4h15 e contou com o uso de bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e cassetetes.

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Segundo vídeos divulgados e relatos dos estudantes, policiais militares formaram um tipo de "corredor polonês" na entrada principal da reitoria e agrediram alunos enquanto eles deixavam o saguão ocupado. Ao menos cinco alunos ficaram feridos. 

Procuradas por e-mail às 8h deste domingo, a PM e a Secretaria da Segurança Pública (SSP) ainda não se manifestaram a respeito da ação. Cerca de 35 policiais militares participaram da ação, que durou aproximadamente 15 minutos. Quatro estudantes foram detidos e encaminhados ao 7º Distrito Policial. Após a desocupação, equipes da PM permaneceram dentro do prédio da USP.

Em nota, os estudantes afirmaram que o reitor Aluísio Segurado teria acionado a polícia, que "violentamente expulsou os estudantes que lutavam por melhores condições".

"Com escudos, cacetetes, bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo, a polícia deixou dezenas de estudantes feridos (sic). Essa ação desmascara a fachada de democrático que o reitor tenta pintar. Os estudantes pediam pelo diálogo e uma mesa de negociação com o reitor e essa é a resposta que recebemos", continuou o comunicado.

Em imagens divulgadas pelos estudantes, policiais militares aparecem formando um corredor na entrada principal da reitoria, golpeando alunos com cassetetes enquanto eles deixavam o saguão.

Segurado afirmou na sexta (8/5) que não iria reabrir negociações com os estudantes em greve após a invasão do prédio da reitoria. "Abrir negociação novamente para uma proposta que já foi apontada como proposta final da universidade, do ponto de vista das suas possibilidades orçamentárias, não nos é possível fazer", disse em entrevista a jornalistas.

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Ainda na sexta, a Polícia Militar havia fechado os acessos da rua da Reitoria da Universidade de São Paulo (USP), cercado o prédio ocupado pelos estudantes e cortado a energia elétrica e a água do prédio.

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