RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHARESS) - Policiais civis da DCAV (Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima) prenderam nesta sexta-feira (20) o secretário de Habitação, Regularização Fundiária e Interesse Social do município de Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro (a cerca de 70 km da capital fluminense).
Guilherme Moreira é suspeito de ter praticado crime de estupro de vulnerável contra uma criança de oito anos. Ele foi preso no centro da cidade.
Moreira "nega de forma veemente todos os fatos que lhe são imputados, inexistindo qualquer prova que sustente a acusação de estupro de vulnerável", segundo nota publicada no Instagram pelo escritório Pedro Henrique Leite Advocacia.
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A Prefeitura de Petrópolis afirmou que o exonerou ao tomar conhecimento da prisão e da gravidade do caso.
"Os fatos denunciados não têm relação com a atividade desempenhada no cargo. A gestão municipal reafirma que não compactua com quaisquer condutas que violem a integridade física, moral ou psicológica de qualquer pessoa, manifestando total repúdio aos atos denunciados", disse a administração de Petrópolis.
"A prefeitura confia no trabalho das autoridades competentes e se coloca à disposição para colaborar integralmente com as investigações", acrescentou.
De acordo com a Polícia Civil, a mãe da criança procurou a delegacia especializada no dia 9 deste mês para fazer uma denúncia.
A partir do relato, os agentes iniciaram diligências que incluíram oitiva especializada com a suposta vítima, depoimentos de testemunhas e análise de documentos.
Conforme as investigações, o secretário tinha convívio com a criança. Ele teria aproveitado dessa relação para supostamente cometer o abuso.
A Polícia Civil afirmou que, ao cumprir o mandado de prisão, apreendeu cinco armas, incluindo dois fuzis, além de carregadores, munição e aparelhos eletrônicos.
Com isso, Moreira também foi preso em flagrante por posse ilegal de armamento de fogo, segundo a corporação. A defesa do agora ex-secretário disse que ele é CAC (Colecionador, Atirador e Caçador) e está com sua documentação em dia.
"Os materiais apreendidos passarão por perícia, e as investigações continuam para identificar possíveis novas vítimas", afirmou a polícia.
Ainda de acordo com a corporação, o preso havia sido denunciado anteriormente pelo Ministério Público do Rio por suspeita de extorsão e associação criminosa.
Em relação às armas, a defesa de Moreira disse que "todas se encontram regularmente registradas".
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"A defesa confia que a apuração técnica, imparcial e responsável dos fatos resultará no reconhecimento da inocência de Guilherme Moreira, repudiando-se qualquer forma de condenação antecipada, exposição indevida de sua imagem e honra", afirmou o escritório de advocacia.
