#JustiçaPorOrelha

Morte de Orelha inspira onda de adoções: 'seja a voz deles'

Protetores e ONGs intensificam agora chamadas para adoção de cães comunitários e resgatados, transformando a indignação em lares amorosos

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A morte brutal do cão comunitário Orelha, um vira-lata de cerca de 10 anos que era querido mascote da Praia Brava, em Florianópolis (SC), chocou o Brasil e gerou uma onda de comoção que vai além da busca por justiça: inspirou reflexões sobre adoção responsável e o acolhimento de animais vulneráveis.

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Orelha vivia há anos na região nobre da capital catarinense, cuidado espontaneamente por moradores, comerciantes e frequentadores que montaram casinhas e garantiam comida e carinho diário. Ele se tornou símbolo de convivência harmoniosa entre humanos e animais de rua. No entanto, no início de janeiro, o animal desapareceu e foi encontrado agonizando, com graves ferimentos na cabeça causados por objeto contundente. Apesar do atendimento veterinário, precisou ser submetido à eutanásia devido à irreversibilidade das lesões.

A Polícia Civil de Santa Catarina identificou ao menos quatro adolescentes como suspeitos das agressões, com indícios de que o mesmo grupo teria tentado afogar outro cão comunitário, o Caramelo – que sobreviveu e acabou adotado pelo próprio delegado-geral Ulisses Gabriel, responsável pelas investigações.

#JustiçaPorOrelha

O caso ganhou repercussão nacional, com protestos presenciais na Praia Brava, manifestações de celebridades, da primeira-dama Janja Lula da Silva e até do governador Jorginho Mello, que determinou apuração imediata. A hashtag #JustiçaPorOrelha viralizou, e o Projeto Anjos de Patas (@projeto.anjosdepatas) publicou um vídeo emocionante destacando a diferença entre "morrer e sobreviver" e a importância de se importar, posicionando Orelha como vítima de uma rotina de violência contra animais.

No Reels do perfil, com legenda impactante — "A diferença entre morrer e sobreviver é alguém se importar. É alguém parar. Parar o carro. Parar a caminhada. Parar a própria vida por alguns minutos" —, o vídeo reforça que "violência contra animais não é exceção. É rotina", citando também sobreviventes como Romênia, Januário e Esperança. O apelo final é direto: "Seja a voz deles. "

Os comentários na postagem refletem a dor coletiva e o desejo de transformação:

- "Vamos ser a voz de quem não pode falar !!! MUITA LUTA PELO BEM-ESTAR DESSES SERES TÃO LINDOS E INOFENSIVOS!!! "

- "Tantos e tantos anjos maltratados... que o Orelha nos perdoe e esteja nos braços amorosos dos irmãos franciscanos.. Admiro demais o trabalho de vcs"

- "Vejo esses casos e me sinto esgotada emocionalmente... por que eles sofrem tanto? Por que existem tantas pessoas ruins nesse mundo?"

- "Quantos orelhas vão aparecer mais!! passou da hora do Marco animal. Precisamos cobrar do poder público! Basta!"

- "Sinto uma dor tão dilacerante ao pensar nessa covardia com esse cãozinho orelha... tenho fé que vai ser feito justiça"

Diante da comoção, protetores independentes, ONGs e coletivos de proteção animal intensificaram campanhas de adoção consciente em Santa Catarina e em outras regiões. A ideia é clara: a melhor forma de homenagear Orelha e evitar que mais histórias terminem em tragédia é abrir lares para cães comunitários, abandonados ou resgatados de situações de risco.

A morte de Orelha não foi em vão. Ela reacendeu o debate sobre leis mais duras contra maus-tratos (como o endurecimento de penas já defendido por parlamentares), mas também sobre empatia prática: adotar um animal que precisa de um lar. Como disse um dos comentários, "a gente tenta fazer nosso melhor... mas somos poucos que realmente amam e entendem que animais têm o mesmo valor". Que o legado de Orelha inspire mais gente a parar, se importar e acolher.

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Onde adotar:

Aqui vai uma lista de outras ONGs, coletivos e perfis de proteção animal que se destacaram ou intensificaram postagens/campanhas relacionadas à adoção consciente e resgate de animais (incluindo cães comunitários e vulneráveis) após o caso do cão Orelha. Muitos deles usaram a comoção gerada pela hashtag #JustiçaPorOrelha para reforçar apelos por adoção, resgate e fim da violência, transformando a indignação em ação prática.

  • @protecaoanimalresgate (Luiz Scalea - Adoção de Animais) Cobriu o caso em tempo real, com lives e coletivas em Florianópolis (mencionando @luizprotecaoanimal e @luisamell). Atuou diretamente na causa animal local e costuma promover adoções urgentes de resgatados, ampliando chamadas após o incidente para homenagear Orelha com lares amorosos.
  • @abrigohomecats Participou de mobilizações e reposts sobre o caso, incluindo alertas e campanhas. Embora focado em gatos, integrou o movimento maior por justiça e adoção responsável de animais em geral, incentivando adoções como forma de resposta à crueldade.
  • @luizprotecaoanimal Perfil ligado a protetores independentes em Florianópolis que cobriu a coletiva de imprensa sobre Orelha. Frequentemente posta sobre resgates e adoções de cães de rua/comunitários na região, e o caso impulsionou mais visibilidade para suas campanhas de lar temporário e adoção definitiva.

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