O cidadão de Omã acusado de tentar sequestrar um avião da FlyDubai e ferir o piloto com um machado de emergência defendia a violência contra mulheres na internet. Hamam al-Hammami, de 29 anos, também expressava ódio por judeus e homossexuais em postagens feitas enquanto estudava para se tornar piloto.
A série de publicações extremistas ocorreu enquanto ele cursava gestão de aviação a distância na Buckinghamshire New University (BNU), no Reino Unido. As informações foram reveladas pelo jornal "The Telegraph" após a análise de mais de 2.000 postagens feitas entre novembro de 2021 e agosto de 2022 em uma conta na rede social X que seria de Hamam.
Leia Mais
Veja o que se sabe sobre o ataque de Israel contra o Hamas no Catar
Hamas acusa EUA de ser 'cúmplice' do ataque israelense em Doha
Emir do Catar acusa Israel de tentar boicotar as negociações sobre Gaza com ataque
Em uma interação com uma mulher, o copiloto escreveu: "Eu pisaria na sua cabeça, esfregaria o chão com você, faria de você um exemplo para as outras e depois me divorciaria de você".
O ataque aconteceu em um voo de Dubai para Tel Aviv. Segundo o premier de Israel, Benjamin Netanyahu, Hamam feriu o piloto indiano Smit Machchhar e tentou sabotar os sistemas da aeronave. O objetivo seria provocar a queda do Boeing 737 Max 8, que transportava 180 pessoas.
Smit, que trabalha na FlyDubai desde 2022, conseguiu reagir e abrir a porta da cabine. Com a ajuda de dois pilotos extras que estavam a bordo e de dois passageiros, Hamam foi dominado. O avião realizou um pouso de emergência em Tabuk, na Arábia Saudita.
Lital Hirschl-Shahar, de 39 anos, estava no voo com suas quatro filhas, de 14, 11, 7 e 5 anos. Durante o caos, ela pediu que rezassem por um milagre. "Tudo aconteceu tão rápido, e o avião simplesmente começou a despencar", disse Hirschl-Shahar ao "NY Post".
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
"Foi algo tão assustador e insano. Todas nós achamos que fôssemos morrer. Eu conversava com Deus sem parar, acreditando que a oração era a única coisa que poderia nos salvar. Pedi às minhas filhas que também orassem. Precisávamos de um milagre", relatou a passageira.
