Cataratas do Iguaçu: alta do rio transforma a paisagem, mas é o impacto no acesso pelo lado argentino que exige atenção de quem planeja visitar o destino
Vazão dez vezes acima da média cria espetáculo único na natureza; saiba como o grande volume de água afeta as visitas e os acessos no parque
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A alta do Rio Iguaçu transforma a paisagem e provoca restrições de acesso às Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná. A situação exige atenção de quem planeja visitar o destino, principalmente pelo impacto direto no acesso pelo lado argentino. Já a cobertura brasileira apresentada se limita à história e à capacidade de resistência da passarela.
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A passarela foi construída com fundações que penetram na rocha. Essa estrutura permite resistir à força da correnteza durante as grandes cheias registradas no local.
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A vazão das Cataratas do Iguaçu chegou a 15,8 milhões de litros por segundo na última quarta-feira (14/10). O índice representa o maior registro de 2026 até agora.
O volume verificado supera em mais de dez vezes a média histórica, calculada em 1,5 milhão de litros por segundo. Com a força da cheia, a água ultrapassou a altura da passarela.
Impacto do lado argentino e na estrutura geral
O circuito mais famoso do lado argentino, “Garganta do Diabo”, está totalmente interditado devido aos alertas climáticos relacionados ao El Niño, a concessionária realizou uma desmontagem preventiva dos pisos e grades da passarela metálica. A atração só comece a ser remontada em novembro, permanecendo fechada pelo menos até dezembro de 2026, segundo previsões.
Além disso, devido ao aumento da vazão do Rio Iguaçu, a passarela voltou a ter as grades de proteção retiradas pela primeira vez desde 2023. A retirada das grades busca permitir a passagem da água e evitar danos à estrutura. Em 2014, as equipes também adotaram a mesma medida por segurança.
Quando alcança determinada vazão, algumas medidas são tomadas. Caso o vazão ultrapasse 8,5 milhões de litros por segundo e apresente tendência de aumento, ocorre o fechamento da passarela. A retirada das grades é realizada entre 9 milhões e 12 milhões de litros por segundo, com previsão de alta.
A reabertura depende diretamente da redução da vazão a um patamar considerado seguro, segundo avaliação técnica.
Definição técnica e recordes históricos
A vazão é a quantidade de água que escoa por um canal em um intervalo de tempo específico, definida como a relação entre volume e tempo.
Apesar da cheia expressiva, a quantidade de água segue abaixo do recorde histórico das Cataratas, registrado em 2014. Naquele ano, a vazão atingiu 46 milhões de litros por segundo, marca equivalente a quase três vezes o volume medido nesta quarta-feira.
Confira as três maiores vazões das Cataratas:
2014: com 46,3 milhões de litros por segundo;
1983: com 35 milhões de litros por segundo;
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2023: com 24,2 milhões de litros por segundo.