Peste pneumônica: o mistério da morte de técnica de laboratório que pôs a Rússia em alerta
Morte de trabalhadora de 28 anos gera quarentena e versões conflitantes; autoridades pedem calma em meio à suspeita de um surto de peste
compartilhe
Autoridades russas tentam acalmar a população após a morte de uma técnica de laboratório de 28 anos. Darya Shipilova, que trabalhava em um instituto de pesquisa sobre a peste na Sibéria, desenvolveu uma pneumonia de causa desconhecida e faleceu na semana passada.
Fique por dentro das notícias que importam para você!
O caso levou à quarentena do hospital na cidade de Shelekhov e à vigilância médica de pessoas que tiveram contato com ela. A morte gerou preocupação devido a informações não confirmadas da mídia russa de que Shipilova teria morrido de peste pneumônica, possivelmente após um acidente no laboratório.
As autoridades de saúde russas negaram essa versão. A Rospotrebnadzor, agência de vigilância sanitária do país, informou que análises não detectaram microrganismos ligados à atividade profissional da técnica. Segundo o órgão, uma comissão especial também não encontrou violações de segurança no instituto.
Leia Mais
-
A peste: um infectologista digladiando com um parasita milenar
-
Bactérias, entre elas 'Salmonella', dizimaram exército de Napoleão
-
Pesquisa brasileira revela rotas da gripe aviária que está matando animais na Antártida
O assunto despertou a curiosidade dos internautas brasileiros. De acordo com o Google Brasil, o termo “peste pneumônica” é um dos mais buscados na plataforma. O Google Trends aponta um aumento de mais de 400% nas pesquisas em apenas uma hora.
O que é a peste pneumônica?
A peste pneumônica é uma forma grave da doença que afeta os pulmões. É causada pela bactéria Yersinia pestis, a mesma responsável pela Peste Negra no século XIV. A doença circula naturalmente entre pequenos mamíferos e suas pulgas em áreas da Sibéria.
Sua transmissão pode ocorrer de pessoa para pessoa por meio de partículas respiratórias. Embora seja fatal se não tratada, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que pode ser curada com antibióticos, especialmente se o tratamento for precoce.
Até o momento, não há provas de que Shipilova tenha contraído a doença. O último caso humano na Rússia foi registrado em 2016.
Medidas de controle
O hospital onde Shipilova morreu foi colocado em quarentena como medida preventiva, interrompendo a admissão e a alta de pacientes. Outros hospitais em Irkutsk também adotaram restrições, e algumas atividades públicas na cidade foram canceladas.
Leia Mais
Nenhum caso secundário foi confirmado. Pessoas que tiveram contato com a técnica foram submetidas a exames: duas testaram positivo para um vírus de resfriado comum e outras duas para a Covid-19. Nenhum resultado positivo para a bactéria da peste foi relatado.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
O governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, informou que acompanha os relatos. Agências como os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) buscam mais informações. O Departamento de Estado pediu às autoridades russas que compartilhem dados de forma transparente.