Um Tribunal de Família no município de Centro, em Tabasco, no México, determinou que um homem pague uma pensão mensal para o sustento de Lucas, um husky siberiano de três anos. O cão ficou sob os cuidados da tutora após o fim do relacionamento do casal.
A decisão é considerada inédita na região por reconhecer, pela primeira vez, a obrigação financeira de um dos ex-parceiros com um animal de estimação após a separação. O processo judicial durou quase dez meses.
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A Justiça estabeleceu o pagamento de 700 pesos mexicanos mensais, o que equivale a cerca de R$ 208,58. Além disso, o ex-tutor deverá arcar com 50% das despesas veterinárias para garantir o bem-estar do animal.
A história se tornou pública quando a dona, Estela, incluiu Lucas em suas reivindicações judiciais. Ela argumentou que o cachorro sempre foi uma responsabilidade compartilhada e que não seria justo arcar com todos os custos sozinha após o término.
"O mais importante é defender meu cachorro, zelar pelo seu bem-estar", afirmou Estela sobre o motivo que a levou a buscar a Justiça, mesmo diante de questionamentos.
Estela relatou que Lucas é um animal ativo e acostumado à liberdade. "Lucas é um cachorro muito carinhoso", disse ao jornal local "Xevt". Ela explicou que o cão gosta de sair e acompanhá-los em diversas atividades.
"Ele não está acostumado a ficar amarrado (...) ele adora passear, adora ir ao mar (...) para ele, ficar só em casa é como uma prisão", detalhou sobre a rotina do husky.
Durante o processo, iniciado em maio de 2025, Estela lembrou que o casal havia feito um acordo para dividir as despesas quando decidiram ter o cão. Por isso, exigiu que o compromisso fosse mantido legalmente após a separação.
Um precedente na Justiça
Para a advogada Bellanila Hernández, que representou o caso, a decisão reflete uma mudança na compreensão do vínculo entre pessoas e seus animais. "Os animais de estimação agora fazem parte da família; pertencem à família multiespécie que inclui humanos e animais", afirmou.
Hernández acredita que o caso abre um precedente em Tabasco e pode impulsionar modificações legais. A advogada sugere que a situação motive futuras reformas no Congresso estadual para regulamentar a guarda e a manutenção de pets quando um casal se separa.
Embora o valor estipulado não cubra todos os custos de um cão como Lucas, a sentença representa um marco legal que pode influenciar futuras disputas familiares relacionadas a animais de estimação.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.