EXPLOSÃO NO AR

O que deu errado com o foguete chinês que explodiu no lançamento

Falha rara do Long March 7A levanta questões sobre o programa espacial de Pequim; entenda as consequências para a corrida espacial com os EUA

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Um foguete chinês que lançaria um satélite explodiu segundos após a decolagem na última segunda-feira (10/8). O incidente representa uma falha rara para o foguete Long March 7A, considerado um pilar do programa espacial de Pequim.

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A carga do foguete era o satélite Zhongxing-4B, destinado a fornecer serviços de rádio, televisão e outras comunicações.

O foguete se transformou em uma enorme bola de fogo apenas 85 segundos depois de partir do Centro de Lançamento Espacial de Wenchang, na ilha de Hainan. Vídeos registraram o momento da explosão.

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A mídia estatal chinesa minimizou o ocorrido. A agência de notícias Xinhua confirmou a falha três horas após o lançamento, afirmando que "o foguete sofreu uma anomalia durante o voo". A causa está sob investigação, sem mais detalhes divulgados.

Nas redes sociais chinesas, como Xiaohongshu e Douyin, vídeos do lançamento foram limitados a conteúdo afiliado ao estado. Publicações de usuários parecem ter sido removidas ou despriorizadas nas buscas.

Impacto na corrida espacial

O líder chinês, Xi Jinping, tem a ambição de tornar a China líder mundial em ciência espacial até 2050. O país está em uma competição intensa com os Estados Unidos em várias frentes, incluindo tecnologia de lançamento reutilizável.

Elon Musk, fundador da SpaceX, comentou no X sobre a explosão: "Foguetes são insanamente difíceis."

Esta era a 18ª missão do Long March 7A, que havia falhado apenas uma vez, em seu voo inaugural em 2020. O foguete mede quase 60 metros, tem três estágios e não é projetado para reutilização.

No mês passado, a China recuperou com sucesso o primeiro estágio de um foguete transportador diferente durante um teste de lançamento orbital, um avanço para seu programa de foguetes reutilizáveis. A China Aerospace Science and Technology Corporation considerou a missão um "avanço histórico na tecnologia de foguetes reutilizáveis da China".

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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