General Dan Caine: quem é o militar que quer interromper guerra contra o Irã
Articulador central na Casa Branca, ele lidera esforços para uma saída estratégica do conflito; entenda o plano que preocupa o alto escalão
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O general Dan Caine, o mais alto oficial militar dos Estados Unidos, tornou-se uma peça central nos bastidores da Casa Branca por um motivo bem específico: ele está pressionando internamente para que o governo Trump encontre uma saída para a guerra contra o Irã, que já dura cerca de seis meses.
Quem é o general por trás da pressão por um "off-ramp"
Como Chairman of the Joint Chiefs of Staff desde 2025, Caine é o principal conselheiro militar do presidente americano e ocupa o posto mais alto da hierarquia das Forças Armadas dos EUA. Piloto de caça F-16 condecorado, com mais de 2.800 horas de voo e passagem pela CIA como Diretor Associado para Assuntos Militares entre 2021 e 2024, ele é hoje quem avalia, na prática, até onde a força aérea americana consegue levar o conflito com o Irã.
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Por que Caine defende uma saída da guerra
Segundo fontes, Caine deixou claro em conversas privadas com outros assessores de Trump nas últimas semanas que os Estados Unidos precisam encontrar uma saída para o conflito. O motivo: as opções militares disponíveis para escalar a guerra podem sair pela culatra, e o poder aéreo sozinho dificilmente é capaz de alcançar os objetivos declarados pelo presidente. Ele já discutiu o tema diretamente com nomes de peso do gabinete, como o diretor da CIA, John Ratcliffe, o secretário de Estado, Marco Rubio, e o vice-presidente, JD Vance.
Trump, por sua vez, tem se mostrado resistente à ideia de enviar tropas terrestres ao Irã, apostando que os bombardeios aéreos são suficientes para forçar um acordo em seus termos. Caine e outros integrantes do gabinete veem esse cenário como improvável e vêm trabalhando para desenhar alternativas que caibam dentro dos próprios parâmetros do presidente.
Qual seria a saída negociada
A prioridade de Caine é garantir a Trump, no mínimo, uma vitória "simbólica" que possa ser apresentada à população americana, sem travar um possível avanço diplomático. O ponto de partida discutido é um acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz. As exigências de Trump para negociar seguem sendo a reabertura do estreito e a desnuclearização completa do Irã.
O conflito já entrou no sexto mês, depois de um cessar-fogo firmado em abril ter ruído no início de julho. O custo estimado da guerra até agora, segundo o secretário de Defesa Pete Hegseth, é de US$ 37,5 bilhões, e os EUA já teriam usado quase todo o seu arsenal de mísseis balísticos de alta precisão no confronto, o que reforça a avaliação de Caine de que a escalada aérea tem limites práticos cada vez mais evidentes.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.