Daniel Siad, caça-talentos de modelos acusado de recrutar mulheres para o falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein, foi encontrado morto em sua residência em Colombes, no Noroeste de Paris, informou nesta quarta-feira (22/7) a Promotoria de Nanterre.
A Justiça francesa investigava esse homem de 69 anos após várias denúncias de mulheres, especialmente por estupro. Ele negava as acusações e afirmava que queria ser interrogado para apresentar sua versão dos fatos.
Siad foi encontrado morto na segunda-feira (20/7) em sua casa e, no mesmo dia, a Justiça abriu "uma investigação para determinar as causas da morte", precisou a promotoria, que confirmou informação do jornal Le Parisien.
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Contatada pela AFP, sua advogada Menya Arab-Tigrine não respondeu de imediato.
A primeira denúncia foi apresentada em 10 de fevereiro de 2026 pela ex-modelo sueca Ebba P. Karlsson. A mulher não conhecia sua identidade antes de reconhecê-lo nos arquivos desclassificados relacionados a Epstein, nos quais Daniel Siad é mencionado em mais de mil documentos.
Em sua denúncia, Karlsson acusa Siad de tê-la estuprado quando ela tinha 20 anos e, em seguida, de tê-la explorado sexualmente, apresentando-a a Gérald Marie, antigo diretor da prestigiosa agência de modelos Elite, a quem ela também acusava de tê-la estuprado. Ambos negaram as acusações.
A ex-modelo sueca e Lisa Brikworth - que acusa Marie de agressão sexual em 1998 - fundaram o coletivo "Victorious Angels - WE RISE", que há vários anos denuncia violências sexuais nesse meio e no entorno de Epstein.
"Estou em choque e muito triste por todas as vítimas. Dá a impressão de que se está privando as vítimas de justiça", confidenciou Lisa Brinkworth, para quem a história parece se repetir.
Em 2022, o agente de modelos francês Jean-Luc Brunel, próximo de Epstein, também foi encontrado morto: ele se suicidou na prisão, após ter sido indiciado por estupros de menores e assédio sexual.
Em 2019, Jeffrey Epstein, detido nos Estados Unidos por exploração sexual de menores, foi encontrado enforcado em sua cela.
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"É devastador que as sobreviventes do caso Brunel tenham sido primeiro privadas de justiça, e agora as do caso Siad", lamentou Brinkworth.
