Tribunal ordena autoridade migratória a divulgar informações sobre viagens de Epstein à Colômbia
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Um tribunal da Colômbia ordenou a autoridade migratória a divulgar informações sobre as viagens do criminoso sexual americano Jeffrey Epstein e de sua parceira e cúmplice, Ghislaine Maxwell, ao país sul-americano, segundo uma sentença tornada pública nesta segunda-feira (11).
Em arquivos publicados pela Justiça americana sobre o caso Epstein, aparece o ex-presidente colombiano Andrés Pastrana (1998-2002). A imprensa local divulgou fotos nas quais Maxwell aparece junto do ex-presidente, ambos vestidos com uniformes da Força Aérea colombiana, em 2002.
A decisão do Tribunal Administrativo de Cundinamarca (centro) obriga a autoridade migratória da Colômbia a tornar públicos os detalhes sobre as entradas e saídas de Epstein e Maxwell do país, após o órgão negar um pedido de informação a um jornalista do veículo Casa Macondo.
A autoridade migratória havia citado "razões de segurança nacional e proteção de dados pessoais" para rejeitar o pedido.
Conforme o tribunal justificou em um comunicado, "trata-se de informação de alto interesse público" que exige "maior transparência e controle cidadão".
Pastrana aparece como passageiro em voos privados de Epstein e em e-mails que sugerem uma relação próxima entre ele e Maxwell, segundo os arquivos publicados em janeiro pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
O ex-mandatário reconhece ter se reunido em várias ocasiões com o casal, mas assegurou, em abril, que esses encontros foram de caráter formal e que as acusações contra ele são motivadas por interesses políticos.
A imprensa colombiana assegura que Maxwell embarcou em um helicóptero Black Hawk das forças militares colombianas e cita e-mails desclassificados nos quais ela afirma ter atirado do ar contra um "grupo guerrilheiro" na Amazônia.
Pastrana disse que Maxwell, que cumpre pena de 20 anos nos Estados Unidos por seu papel na rede de exploração sexual de Epstein, fez um curto voo na Colômbia, mas negou que ela tivesse realizado disparos a partir da aeronave.
O ex-presidente assegura que nunca visitou a ilha privada de Epstein no Caribe, onde o financista traficava mulheres e moças menores de idade para colocá-las a disposição de empresários e personalidades políticas.
Epstein tinha vínculos de longa data com as elites políticas e empresariais do mundo. Em 2008, se declarou culpado de solicitar serviços de prostituição a uma menor e, em 2019, morreu na prisão, enquanto aguardava julgamento por outro caso, no qual era acusado de exploração sexual.
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