Sue Carter encontrou o filho, Ryan, morto no quarto em 2019, minutos após ele almoçar com a namorada, na Inglaterra. Segundo Cartes, ele estava perfeitamente bem e não apresentava nenhum sinal de que algo estivesse errado.

“Eles haviam almoçado e subido para o quarto. A namorada dele saiu do recinto por alguns minutos e, quando voltou, encontrou Ryan morto, deitado na cama”, disse Sue. A namorada realizou manobras de ressuscitação até a chegada da ambulância, mas não foi possível salvar o jovem de 25 anos.

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O exame post-mortem não indicou a causa da morte. “Foi como se ele tivesse simplesmente adormecido e não acordado mais”, comentou a mãe.

Após a tragédia, Sue foi encaminhada à organização Cardiac Risk in the Young (CRY) e descobriu que Ryan sofria de uma condição cardíaca pouco conhecida que pode surgir na puberdade: Síndrome da Morte Súbita por Arritmia (conhecida internacionalmente pela sigla SADS).

A alteração no ritmo cardíaco, combinada com uma fragilidade não diagnosticada no coração, pode levar a uma parada cardíaca. “Foi isso que aconteceu com Ryan e, atualmente, isso acontece com cerca de 35 jovens por semana, na faixa etária entre 14 e 35 anos. Fiquei chocada com esse número”, afirmou.

Uma campanha para salvar vidas

Sue e os outros filhos dela fizeram exames cardíacos, que não apontaram problemas. A experiência a fez refletir sobre como a vida de Ryan poderia ter sido salva se ele tivesse passado pelos mesmos testes. Por isso, decidiu organizar exames para outros jovens.

Ela começou a arrecadar fundos ao descobrir que um dia de exames, incluindo eletrocardiograma (ECG) e ecocardiograma, custa cerca de 7 mil libras esterlinas. “A primeira bateria de exames que organizamos incluiu alguns amigos de Ryan, e constatou-se que pelo menos um deles corria risco”, contou.

Na primeira triagem, 25 jovens foram encaminhados para avaliações mais aprofundadas. “Para mim, isso representou 25 famílias que não receberiam aquela batida terrível na porta — como a que nós recebemos — para avisar que o Ryan havia morrido.”

Ryan cursava Economia na faculdade e era apaixonado por tudo que fosse “ecológico e sustentável”. Ele atuava como voluntário na Guarda Costeira e ajudava pessoas em situação de rua. “Ele se interessava muito por política e queria mudar o mundo. O Ryan tinha um futuro brilhante pela frente”, disse a mãe.

Sue encontrou conforto ao organizar as triagens e busca conscientizar sobre o problema. “A triagem leva apenas alguns minutos, mas não é financiada pelo NHS [sistema público de saúde do Reino Unido], o que realmente me deixa indignada. Isso poderia salvar muitas vidas.”

Sue pede doações para manter as triagens e incentiva os jovens a se inscreverem. “É um processo simples, mas pode salvar sua vida e poupar sua família de passar pela dor terrível que nós enfrentamos.”

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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