ONLYFÃS

Ciência no OnlyFans: marmotas viram estrelas para salvar pesquisa

Equipe da UCLA cria o perfil 'OnlyMarms' para arrecadar fundos e continuar estudo de 60 anos sobre os animais após cortes de verbas federais

Publicidade
Carregando...

Pesquisadores da Universidade da Califórnia, Los Angeles (UCLA) criaram uma conta na plataforma OnlyFans para arrecadar fundos para um estudo sobre marmotas que já dura mais de seis décadas. A iniciativa, chamada "OnlyMarms", foi uma resposta à redução do financiamento para pesquisas científicas nos Estados Unidos.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

O projeto foi liderado por Daniel Blumstein, professor de Ecologia e Biologia Evolutiva da UCLA. A ideia surgiu enquanto ele estudava marmotas-de-ventre-amarelo nas Montanhas Rochosas do Colorado e foi bem recebida por sua equipe de pesquisa.

Leia Mais

O estudo é conduzido no Laboratório Biológico das Montanhas Rochosas (RMBL) desde 1962 e já compilou até 65 anos de dados. As informações abrangem a dinâmica populacional, o comportamento social e as estratégias antipredatórias dos animais.

Segundo Blumstein, esse tipo de pesquisa de longo prazo permite entender como as populações de animais mudam e respondem a fatores como as transformações ambientais e as mudanças climáticas.

Como funciona a conta?

A OnlyFans é uma plataforma de assinatura onde criadores oferecem conteúdo exclusivo. Embora conhecida por conteúdo adulto, também é usada por músicos e atletas. A conta "OnlyMarms" publica fotos e vídeos de marmotas em suas atividades cotidianas.

O modelo de financiamento se baseia em uma assinatura gratuita, com os seguidores fazendo contribuições voluntárias. A conta registrou cerca de 2.900 visitas, 112 inscritos e arrecadou aproximadamente US$ 650 (cerca de R$ 3,3 mil). A plataforma retém 20% da receita, e o valor restante está sujeito a impostos.

Emily Renkey, membro da equipe, afirmou que a maioria dos usuários faz doações em torno de US$ 10 (cerca de R$ 51), o que demonstra um interesse crescente no projeto. Além de arrecadar fundos, os pesquisadores esperam aproximar o público do comportamento das marmotas.

O conteúdo inclui cenas dos animais brincando, cavando tocas e carregando plantas. Blumstein comentou, em tom de brincadeira, que as brigas ocasionais entre as marmotas poderiam ser consideradas conteúdo para adultos.

O pesquisador reconheceu que preferiria dedicar seu tempo à escrita de artigos científicos. Ele descreveu como frustrante a necessidade de recorrer a essa iniciativa para sustentar o projeto, mas espera que os recursos ajudem a manter o estudo e a gerar informações sobre como as espécies respondem às mudanças climáticas.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay