Homem é flagrado filmando mulheres pelas janelas de casas
Investigação encontrou centenas de imagens escondidas no celular do suspeito, que confessou 26 acusações de voyeurismo em Londres; polícia procura mais vítimas
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Um homem de 36 anos identificado como Anthony Durkan confessou ter filmado secretamente mulheres dentro das casas delas durante a madrugada de Londres, na Inglaterra. Inicialmente, ele admitiu sete crimes em março deste ano e, posteriormente, confessou outras 19 acusações durante audiência no Tribunal de Magistrados de Highbury Corner.
Ele é alvo de investigação da Polícia Metropolitana de Londres, que acredita que o número de vítimas pode ser ainda maior. Ele se declarou culpado de 26 acusações de voyeurismo. Segundo as autoridades, Durkan foi preso em 25 de março após ser flagrado por um policial à paisana enquanto repetia o mesmo padrão de comportamento denunciado por vítimas semanas antes.
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No celular do homem, os policiais descobriram uma galeria oculta contendo centenas de imagens e vídeos de mulheres gravadas sem consentimento. Durante o interrogatório, um policial informou que havia encontrado uma pasta escondida com 162 vídeos e 99 fotografias.
"Com exceção de talvez três imagens, todas as demais mostram mulheres que aparentemente não sabiam que estavam sendo filmadas", afirmou a polícia nas redes sociais. .
Além do celular, uma busca na residência de Durkan resultou na apreensão de outros cinco dispositivos móveis e uma pequena câmera, que seguem sendo analisados.
Voyeurismo de madrugada
A investigação começou em janeiro deste ano, quando uma moradora denunciou que um homem aparecia repetidamente em frente à sua residência durante a madrugada. Ela foi alertada por um vizinho, que viu um homem vestido inteiramente de preto e usando uma balaclava se aproximar da casa.
Segundo a polícia, ele apontava o celular para as janelas para filmar o interior do imóvel antes de fugir. Toda a movimentação foi registrada pela câmera da campainha do vizinho.
Semanas depois, outra mulher procurou a polícia após perceber que estava sendo filmada pela janela de sua casa. Ela chegou a confrontar o suspeito, que fugiu do local. O episódio também foi gravado por câmeras de segurança.
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Ao comparar as imagens, os investigadores perceberam que o homem usava as mesmas roupas, agia da mesma maneira e atacava mulheres em bairros próximos, o que levou à intensificação das patrulhas na região.
Na primeira noite da operação, um policial à paisana observou Durkan se aproximar de outra residência e repetir o comportamento. Ele foi preso do lado de fora do imóvel.
Crimes ocorreram durante seis anos
A análise dos dispositivos eletrônicos permitiu que os investigadores relacionassem Durkan a casos registrados entre janeiro de 2020 e março de 2026.
Agora, a Polícia Metropolitana pede que outras possíveis vítimas procurem as autoridades. O apelo é direcionado principalmente a mulheres de Islington e de outras regiões do norte de Londres que tenham percebido movimentações suspeitas ao redor de suas casas durante a noite ou nas primeiras horas da manhã nesse período.
Os investigadores também solicitam que moradores enviem imagens de câmeras de segurança ou campainhas eletrônicas caso tenham registros de pessoas rondando residências, olhando pelas janelas ou utilizando celulares para filmar imóveis.
A inspetora-chefe Gemma Alger, responsável pela investigação, classificou a conduta de Durkan como um comportamento predatório. "As ações criminosas de Durkan representaram um padrão grave e contínuo de comportamento predatório, visando deliberadamente mulheres que não faziam ideia de que estavam sendo filmadas, sem consentimento e na privacidade de suas próprias casas”, afirmou.
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Ela também agradeceu às vítimas que denunciaram os crimes e afirmou que a prisão evitou que outras mulheres fossem alvo do suspeito. Durkan, que é pai de dois filhos, responde pelos 26 crimes de voyeurismo em liberdade sob fiança condicional e aguarda a sentença, que será proferida pelo Tribunal da Coroa de Snaresbrook.