Reino Unido proibirá acesso às redes sociais para menores de 16 anos
Primeiro-ministro britânico espera que uma lei seja aprovada até o Natal deste ano
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O Reino Unido proibirá o acesso às redes sociais para menores de 16 anos, anunciou nesta segunda-feira (15/6) o primeiro-ministro Keir Starmer em uma entrevista coletiva.
"As redes sociais deixam as crianças infelizes. Facilitam o assédio e os abusos", declarou o chefe do Governo trabalhista, que defendeu "um passo importante" para o país.
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Starmer afirmou que deseja a aprovação de uma lei neste sentido "antes do Natal", para que a proibição entre em vigor "no começo do próximo ano, provavelmente por volta da primavera" (hemisfério Norte, outono no Brasil) de 2027.
A medida gerou uma reação imediata do YouTube, que advertiu que a proibição das redes sociais corre o risco de "empurrar as crianças (...) para serviços anônimos e menos seguros", segundo uma declaração enviada à AFP.
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"Há mais de 10 anos, investimos em experiências adaptadas por idade, supervisionadas por especialistas, assim como em proteções padrão para adolescentes, e vamos continuar fazendo isso", afirmou um porta-voz da plataforma do Google, que alega ser "um recurso essencial para os jovens, os professores e os pais".
Vários países — incluindo Austrália, pioneira na questão, e Indonésia — já implementaram uma proibição similar.
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O Canadá anunciou a intenção de fazer o mesmo, enquanto o Parlamento da França analisa um projeto de lei para restringir o acesso para menores de 15 anos.