O jovem atleta Ethan Cantrell, de apenas 18 anos, morreu vítima de uma infecção severa que, segundo a família, poderia ter sido evitada. O adolescente sofreu um corte profundo no braço direito enquanto cortava lenha, e teve a ferida fechada por médicos, que ignoraram pequenos pedaços de madeira dentro de seu organismo.
A família afirma que isso causou a morte do rapaz e move um processo por negligência médica contra dois médicos do Good Samaritan Regional Medical Center, no estado do Oregon, nos Estados Unidos, acusando a equipe de não ter limpado adequadamente a ferida. Cantrell era levantador de peso, jogador de futebol americano e integrante de uma família tradicional de lenhadores. De acordo com a ação judicial obtida pela NBC News, o acidente ocorreu em 15 de agosto de 2024.
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Ethan foi levado ao hospital, onde os médicos irrigaram a ferida com solução salina e realizaram suturas. Ainda segundo o processo, os pontos foram feitos “com muita força”, sem que fragmentos orgânicos presentes no local da lesão fossem removidos.
Um raio-X chegou a ser solicitado durante o atendimento. O exame apontou presença de ar nos tecidos moles, mas não identificou corpos estranhos. O documento judicial destaca, porém, que materiais como madeira, terra, musgo e agulhas de pinheiro frequentemente não aparecem em radiografias.
Após receber alta, Ethan foi orientado a tomar antibióticos por sete dias. No entanto, ainda naquela tarde, o braço começou a inchar e ele apresentou febre de quase 39°C. A mãe do jovem entrou em contato com o hospital, mas, segundo o processo, uma enfermeira afirmou que não havia motivo para preocupação porque ele já estava medicado.
O quadro piorou rapidamente. No dia seguinte, Ethan passou a sentir dores intensas, aumento do inchaço, dificuldade para respirar e fortes dores de cabeça. Na mesma noite, a mãe levou o rapaz novamente ao pronto-socorro.
O mesmo médico responsável pela primeira alta concluiu que o jovem provavelmente sofria de uma infecção profunda nos tecidos. Ainda assim, de acordo com a ação judicial, ele não removeu os pontos nem prescreveu novos antibióticos.
Horas depois, o braço de Ethan já estava quase três vezes maior que o tamanho normal e começou a liberar líquido. Quando a ferida finalmente foi aberta, médicos encontraram “mais de 12 pedaços de matéria vegetal orgânica”, incluindo galhos, musgo e agulhas de pinheiro.
Exames laboratoriais confirmaram que se tratava de uma infecção bacteriana grave. O estado de saúde do jovem se deteriorou rapidamente, levando uma equipe cirúrgica do hospital da Universidade de Saúde e Ciência do Oregon a amputar seu braço até o ombro na tentativa de conter a infecção.
Ele morreu em 20 de agosto de 2024, cinco dias após o acidente inicial. A causa da morte foi descrita no processo como uma “infecção necrosante dos tecidos moles causada por uma perfuração no braço direito”. A família agora pede US$ 100 milhões em indenização (R$ 500 milhões).
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O caso ganhou repercussão nos Estados Unidos também pela história pessoal do jovem. Segundo o obituário publicado pela família, Ethan havia pedido a namorada em casamento apenas um mês antes de morrer. Além da noiva, Ethan deixou os pais e três irmãs.
