O governo dos Estados Unidos disse nesta quarta-feira (22/4) para os cidadãos norte-americanos que ainda estiverem no Irã deixarem o país imediatamente.
Aviso foi dado após a abertura parcial do espaço aéreo iraniano. O Departamento de Assuntos Consulares disse orientou os cidadão americanos a procurar as companhias aéreas e disse que eles podem tentar sair do país por via terrestre, pela Armênia, Azerbaijão, Turquia e Turcomenistão.
Os EUA também desaconselharam viagens para o Afeganistão e para o Iraque e que seus cidadãos evitassem a fronteira entre Paquistão e Irã.
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O comunicado também alertou que o governo iraniano pode cobrar uma "taxa de saída" ou tentar impedir que os americanos deixem o país. Um trecho diz que: "Cidadãos com dupla nacionalidade (americana e iraniana) devem sair do Irã com passaportes iranianos".
Prorrogação do cessar-fogo
Donald Trump anunciou nesta terça-feira (21/4) que adiaria o fim da trégua a pedido de autoridades do Paquistão. Segundo ele, o marechal Asim Munir e o primeiro-ministro Shehbaz Sharif pediram a suspensão de novos ataques americanos.
O cessar-fogo continua até que os iranianos cheguem a um consenso, disse Trump. "Estenderei o cessar-fogo até que sua proposta seja apresentada e as discussões sejam concluídas, de uma forma ou de outra", completou o presidente.
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, agradeceu ao norte-americano. O líder paquistanês elogiou Trump por aceitar o pedido e permitir que os esforços diplomáticos sigam seu curso natural.
Trump ordenou a manutenção do bloqueio marítimo ao estreito de Hormuz. A decisão orienta as Forças Armadas dos Estados Unidos a continuarem prontas. Nesta terça-feira (22/4), ao menos dois barcos foram atacados pelo Irã no estreito, segundo a Marinha britânica.
Expectativa era de que EUA e Irã se encontrassem novamente no Paquistão para debater a paz permanente. O Irã não deu sinais de que viajaria até Islamabade para as negociações. Segundo a agência estatal Tasmin, o país rejeitou as negociações porque os EUA não recuaram de exigências consideradas excessivas nos últimos dias.
O governo iraniano avalia que participar das reuniões é uma perda de tempo. Segundo a agência, a delegação iraniana informou que a segurança é a "maior prioridade para qualquer possível viagem ao país".
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Com a negativa iraniana, a viagem diplomática do vice-presidente americano, JD Vance, a Islamabad também foi suspensa. Segundo o jornal "The New York Times", o cancelamento ocorreu nessa terça-feira após o governo iraniano ignorar as propostas dos Estados Unidos.
