Durante reunião com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma piada envolvendo o ataque japonês a Pearl Harbor durante a Segunda Guerra Mundial ao ser questionado sobre por que não avisou países aliados antes de iniciar ofensivas contra o Irã. Segundo ele, a intenção era contar com o “efeito surpresa”.

O comentário foi feito nessa quinta-feira (19/3) após uma pergunta de um jornalista japonês sobre por que os Estados Unidos não informaram previamente aliados na Europa e na Ásia sobre a ação militar. “Você não quer dar muitos sinais. Quando entramos, entramos com muita força e não contamos a ninguém porque queríamos uma surpresa”, respondeu Trump, no Salão Oval.

“Quem sabe melhor sobre surpresa do que o Japão? Por que vocês não me contaram sobre Pearl Harbor?”, disse em seguida. Trump afirmou ainda que o elemento surpresa foi essencial para “nocautear” a liderança iraniana. Ao lado dele, Takaichi não respondeu à provocação, apenas franzindo os lábios e arregalando os olhos.

No contexto da Segunda Guerra Mundial, americanos e japoneses estavam de lados opostos: os EUA faziam parte dos 'Aliados', junto de Reino Unido, União Soviética e França, enquanto o Japão fazia parte do 'Eixo', ao lado da Alemanha Nazista e da Itália Fascista. O Ataque a Pearl Harbor foi uma ofensiva surpresa realizada pelo Japão contra uma base naval dos Estados Unidos no Havaí, em 7 de dezembro de 1941. O ataque matou mais de 2.400 pessoas e levou os EUA a entrarem oficialmente no conflito.

Atualmente, os dois países são aliados políticos e compartilham posicionamentos conservadores. O encontro entre Japão e EUA tratou do conflito no Oriente Médio, com Trump dizendo que os japoneses estão dispostos a ajudá-lo. “Tivemos um apoio e uma relação extraordinários com o Japão em tudo e acredito que, com base nas declarações que recebemos ontem e anteontem, eles realmente estão se mobilizando”, disse.

Guerra no Oriente Médio

O episódio ocorre em meio à escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. A guerra começou no fim de fevereiro, após um ataque que matou o então líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã.

Desde então, autoridades iranianas e alvos militares foram atingidos por forças americanas e israelenses. Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra interesses dos dois países em diversas nações do Oriente Médio.

Segundo organizações de direitos humanos, mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra. A Casa Branca também registrou mortes de militares americanos em ataques iranianos.

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O conflito se expandiu para o Líbano, onde o Hezbollah, apoiado por Teerã, tem atacado Israel, que responde com bombardeios no território vizinho.

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