Israel pode ser excluído do Conselho da Europa por lei sobre pena de morte
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A votação do Parlamento israelense sobre uma lei que estabelece "a pena de morte para terroristas", destinada a palestinos, pode custar a Israel seu status de observador na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa (APCE), alertou a presidente da entidade nesta terça-feira (31).
O Conselho da Europa, guardião dos direitos humanos e da democracia no continente, é composto por 612 parlamentares de seus 46 Estados-membros, além de três países observadores: Canadá, Israel e México.
A presidente da APCE, Petra Bayr, afirmou em um comunicado à imprensa que a votação do Knesset sobre a lei na segunda-feira "coloca em sério risco o status de observador de Israel".
Essa votação "distancia Israel dos valores do Conselho da Europa, que rejeita a pena de morte em qualquer lugar e sob quaisquer circunstâncias", explicou ela.
"Espero que a Suprema Corte de Israel a rejeite", acrescentou. Segundo ela, a questão poderá ser debatida durante uma sessão da APCE em 22 de abril em Estrasburgo (nordeste da França).
O secretário-geral do Conselho da Europa, Alain Berset, já havia denunciado na segunda-feira um "grave retrocesso" após a votação no Parlamento israelense.
A pena de morte existe em Israel, mas foi aplicada apenas duas vezes: em 1948, pouco depois da criação do Estado, contra um capitão do exército acusado de alta traição, e em 1962, quando o criminoso de guerra nazista Adolf Eichmann foi enforcado.
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