Muranda e Damon no casamento no hospital, realizado dias antes de ela morrer - (crédito: Hospital Regional St. Mary's)
crédito: Hospital Regional St. Mary's
A sala de espera de um hospital no Colorado, nos Estados Unidos, se tornou cenário de um casamento inesquecível. O Hospital Regional St. Mary's, em Grand Juncetion, foi palco de uma cerimônia íntima e acolhedora entre Muranda “Mandy” Lambert e Damon Lambert. Ela enfrentava um câncer renal em estágio quatro, com metástase nos ossos.
A cerimônia aconteceu em dezembro de 2025, mas só agora a história se tornou pública. Ela e o marido, Damon Lambert, já haviam oficializado a união em uma cerimônia simples no cartório, mas desejavam algo maior: trocar votos diante das pessoas que amavam, em um momento de celebração e afeto.
Os planos, no entanto, foram interrompidos quando Mandy precisou ser internada. O que parecia mais um sonho desfeito acabou se tornando uma mobilização coletiva dentro do hospital.
As enfermeiras Berenice Aguirre-Acosta e Ailis Yanez, mãe e filha que trabalham na unidade, souberam que a paciente não teria a cerimônia que imaginava. Fizeram então uma pergunta simples: e se o casamento fosse levado até ela?
A ideia se espalhou rapidamente entre os profissionais de saúde. Funcionários de diferentes setores se ofereceram para ajudar na organização. Houve decoração, música e preparação do espaço. Até mesmo colaboradores que não estavam escalados para trabalhar naquele dia compareceram para participar da celebração.
“Todos estavam animados. As pessoas diziam: ‘Vamos ter um casamento?!’”, contou Daniell Lovett, gerente de enfermagem, em comunicado divulgado pela rede hospitalar. Segundo ela, um enfermeiro foi ao hospital acompanhado da esposa apenas para prestigiar o momento.
A sala de espera foi transformada. Familiares e amigos se reuniram ao lado de profissionais de saúde e até estudantes de enfermagem que haviam acabado de iniciar as atividades no hospital. “Com certeza houve lágrimas. Foi lindo”, afirmou Lovett.
Durante a cerimônia, Mandy fez questão de homenagear o marido, agradecendo pelo apoio constante ao longo da doença. “Desde que fiquei doente, ele esteve ao meu lado o tempo todo, sem me abandonar. Não conheço ninguém que ficaria internado num hospital por um mês sem sair”, disse ela.
Para a equipe, a cerimônia foi mais do que um evento simbólico. Foi um lembrete do propósito da profissão. “Foi por coisas como estas que escolhemos a área da saúde. Para cuidar da pessoa, não apenas do diagnóstico. É uma honra fazer parte de momentos como este”, afirmou Lovett.
Pouco tempo após o casamento, ainda em dezembro de 2025, Mandy faleceu. Segundo o hospital, ela deixou lembranças de resiliência, bom humor e da capacidade de encontrar alegria mesmo diante das dificuldades.
Mesmo com tratamento, o linfoma pode recorrer ou ser refratário, exigindo outras abordagens terapêuticas. A pesquisa clínica continua avançando, com novos medicamentos e técnicas de terapia celular em estudo.
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Pacientes em tratamento podem experienciar efeitos como náusea, queda de cabelo, fadiga e alterações na imunidade. Estratégias de suporte, como nutrição adequada e cuidados psicológicos, são parte importante da terapia.
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Acompanhamento contínuo com equipe multidisciplinar é essencial para manejar efeitos colaterais e manter a qualidade de vida.
Consultas regulares após o tratamento ajudam a detectar recidivas rapidamente, se ocorrerem.
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Nos casos mais avançados ou resistentes, imunoterapia e transplante de medula óssea podem ser considerados. Isabel Veloso passou por transplante como parte de seu tratamento, mas enfrentou complicações que agravaram seu quadro.
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O tratamento tradicional começa com quimioterapia combinada, frequentemente associada à radioterapia local. Regimes como ABVD são usados em muitos casos e têm alta taxa de resposta positiva.
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Testes como tomografia, ressonância e PET-CT ajudam a determinar a extensão da doença e o estágio. Estadiar corretamente o linfoma orienta a escolha das terapias mais eficazes para cada paciente.
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O diagnóstico precoce é um dos maiores aliados na luta contra o linfoma de Hodgkin, pois detectado cedo há maiores chances de cura. A confirmação depende de exame físico, biópsia de linfonodo e exames de imagem detalhados.
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Evitar exposição prolongada a substâncias químicas nocivas, como benzeno e pesticidas, é recomendado sempre que possível. Cuidar da imunidade com hábitos saudáveis também é importante, mesmo sem garantia de prevenção direta.
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Não existe uma forma clara de prevenir o linfoma de Hodgkin, pois suas causas ainda não são totalmente compreendidas. Pesquisas associam fatores como sistema imunológico comprometido e infecções virais ao aumento do risco da doença.
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Fadiga constante, coceira na pele e tosse ou falta de ar podem surgir quando a doença afeta áreas próximas ao tórax. Esses sintomas muitas vezes são confundidos com infecções comuns, dificultando um diagnóstico precoce.
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Entre os sintomas mais comuns está o aumento indolor dos linfonodos no pescoço, axilas ou virilha. Outros sinais incluem febre persistente, sudorese noturna intensa e perda de peso inexplicada.
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O linfoma de Hodgkin é um tipo de câncer que começa nos linfócitos, células essenciais do sistema imunológico. Afeta principalmente os gânglios linfáticos e pode se espalhar pelo corpo se não for identificado cedo.
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A mesma doença já havia levado embora a ginasta Isabelle Marciniak, campeã brasileira de ginástica rítmica, aos 18 anos de idade. Foi no dia 24 de dezembro de 2025, em Curitiba.
Sua história trouxe visibilidade à doença, despertando conversas sobre diagnóstico, tratamento e qualidade de vida para pacientes jovens.
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A influenciadora Isabel Veloso, de 19 anos, morreu em 10 de janeiro de 2026 após longa luta contra o linfoma de Hodgkin, um câncer do sistema linfático que marcou sua vida pública.
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