Vídeo em que mãe dá tapa na avó para impedir beijo foi gravado como forma de brincadeira, contou a mulher - (crédito: TikTok / reprodução)
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Um vídeo de uma mãe de primeira viagemviralizou nas redes sociais e provocou um intenso debate sobre limites familiares e cuidados com recém-nascidos. O clipe, que ultrapassa 12 milhões de visualizações, mostra a americana Haeli Christiansen impedindo a própria mãe de beijar seu bebê recém-nascido, dando um tapa na testa da outra mulher.
Nas imagens, Christiansen aparece beijando o filho na testa enquanto a avó o embala no colo. Quando a mulher se inclina para repetir o gesto, a mãe estende a mão e dá um leve “tapa” na cabeça dela, interrompendo a tentativa. Na legenda do vídeo, Christiansen escreveu: “Lembrando gentilmente minha mãe para não beijar o recém-nascido”. “A palavra do dia é ‘limites’”, completou na legenda.
A gravação rapidamente gerou reações divididas. Parte dos usuários criticou a atitude da mãe, classificando o gesto como desrespeitoso. “Eu jamais faria isso com a minha mãe”, escreveu um internauta. “Eu ficaria muito triste se fosse avó”, comentou outro. Houve ainda quem reagisse com humor: “Sou muito europeu para isso”, brincou um usuário.
Por outro lado, muitas pessoas saíram em defesa de Christiansen. “Muitos desses comentários explicam exatamente por que tanta gente tem herpes labial”, escreveu um usuário. “Eu respeitei minha filha ao não beijar meu neto. Não conseguiria viver comigo mesma se algo acontecesse com ele”, comentou outro.
Diante da repercussão, Haeli Christiansen afirmou que não esperava que o vídeo se tornasse viral. “Fizemos o vídeo rindo, achando que teria algumas centenas de visualizações e que outras mães se identificariam. Não imaginávamos esse debate enorme”, disse à revista People.
Ela também negou qualquer conflito familiar. “O vídeo era claramente uma brincadeira. Eu não bato na minha mãe, e ela tem um ótimo relacionamento comigo e com meu filho”, afirmou. Segundo Christiansen, foi a própria avó quem reforçou a regra de que ninguém além dos pais deveria beijar o bebê.
A decisão, segundo ela, foi tomada por razões de saúde. “Meu marido e eu decidimos que ninguém beijaria nosso recém-nascido nos primeiros meses, porque ele nasceu no auge da temporada de gripes e resfriados, e bebês não têm sistema imunológico desenvolvido”, explicou. “Um simples resfriado em adultos pode levar um recém-nascido ao hospital e representar risco de vida”, alertou.
Christiansen também relatou experiências pessoais que influenciaram a escolha. “Quando eu era bebê, fui hospitalizada duas vezes depois que familiares me beijaram sem saber que estavam doentes. Por isso, minha mãe é uma das maiores defensoras dessa regra”, apontou.
Risco dos carinhos
Especialistas em saúde infantil reforçam que não é recomendado beijar recém-nascidos, especialmente no rosto, boca ou mãos. Isso porque o sistema imunológico dos bebês é imaturo, tornando-os vulneráveis a vírus e bactérias presentes na saliva de adultos.
Entre os riscos estão a transmissão de herpes labial (HSV-1), gripe, COVID-19, sapinho, pneumonia, sepse e meningite. Em casos raros, essas infecções podem ser graves e até fatais. Além disso, bebês levam as mãos à boca com frequência, o que facilita a entrada de patógenos quando elas são beijadas.
A orientação de especialistas e da Sociedade Brasileira de Pediatria é evitar beijos diretos e priorizar outras formas de carinho. Caso os pais autorizem, beijos nos pés ou na testa podem ser considerados mais seguros. Qualquer forma de carinho deve ser realizada com as mãos bem higienizadas.
Segundo Rodrigo Almeida, gerente de Inovação e Desenvolvimento do IBGE e responsável pelo projeto, o sucesso da primeira versão demonstrou o grande interesse da sociedade por informações sobre nomes e identidades no país.
Licia Rubinstein / Agência IBGE Notícias
O projeto atual do IBGE amplia uma iniciativa lançada em 2016, quando o instituto apresentou o primeiro portal com dados do Censo 2010.
Tânia Rêgo / Agência Brasil
Os dez nomes masculinos homens mais comuns são: José (5.141.822), João (3.410.873), Antônio (2.231.019), Francisco (1.659.196), Pedro (1.613.671), Carlos (1.468.116), Lucas (1.332.182), Luiz (1.326.222), Paulo (1.326.222) e Gabriel (1.201.030).
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Os dez nomes femininos mais frequentes do Brasil são: Maria (12.224.470), Ana (3.929.951), Francisca (661.582), Julia (646.239), Antonia (552.951), Juliana (536.687), Adriana (533.801), Fernanda (520.705), Márcia (520.013) e Patrícia (499.140).
Wilson Dias/Agência Brasil
Por outro lado, nomes tradicionais como Osvaldo e Terezinha, cujas médias de idade são de 62 e 66 anos, respectivamente, vêm perdendo espaço nas novas gerações - o que reforça a tendência natural de que alguns nomes entram e saem de moda com o tempo.
Agência Brasil/Divulgação
Já Valentina continua em ascensão: mais de 193 mil brasileiras têm esse nome, sendo 113 mil apenas entre 2010 e 2019.
Divulgação/Defensoria Pública
Outros nomes que dominaram os registros recentes também se destacam. Enzo, por exemplo, já identificava 404 mil pessoas no país, com média etária de 6 anos, embora tenha caído da 10ª para a 12ª posição entre os mais registrados entre 2020 e 2022.
Divulgação
Entre as meninas, Helena segue em alta: são 366.186 brasileiras, com 112.611 nascidas entre 2020 e 2022, e média de 8 anos de idade.
Imagem gerada por i.a
Se na primeira década dos anos 2000 apenas 763 pessoas foram batizadas como Gael, entre 2020 e 2022 o número saltou para 96,5 mil. Em 2022, o país já contava com 110.946 pessoas com esse nome, cuja idade média é de 1 ano.
Tania Rêgo/Agência Brasil
A nova geração, no entanto, tem mostrado outras tendências. Nomes como Gael, Ravi e Valentina cresceram de forma expressiva nos últimos anos.
Arquivo/Agência Brasil
O auge dos registros de Marias, por exemplo, ocorreu entre 1960 e 1969, quando 2,5 milhões de meninas receberam o nome. Já entre 2020 e 2022, foram 517 mil novos registros, uma queda significativa, mas que mantém o nome no topo do ranking.
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O estudo usa como base a população recenseada em 1º de agosto de 2022, e mostra que a preferência por determinados nomes varia ao longo das décadas.
Tânia Rêgo / Agência Brasil
Em cidades do Ceará, como Morrinhos e Bela Cruz, as Marias chegam a representar 22% dos moradores.
Tubs/Wikimedia Commons
O site também traz significados, gráficos com a evolução anual e um mapa comparativo internacional, mostrando, por exemplo, que Wang é o nome mais comum na China e John o mais popular nos Estados Unidos. Por questões de sigilo estatístico, o IBGE omite nomes com menos de 20 ocorrências no Censo.
Agência Brasil/Arquivo
O instituto identificou ao todo mais de 140 mil nomes próprios registrados no Brasil. As informações fazem parte do novo portal Nomes no Brasil, lançado em 4 de novembro de 2025, que permite ao público consultar a frequência e a distribuição de nomes e sobrenomes em todo o território nacional.
Agência IBGE Notícias
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, com base no Censo 2022, um amplo levantamento sobre os nomes mais comuns do país.
Divulgação IBGE
Mas muitas pessoas ainda optam por nomes comuns como mostrou uma pesquisa divulgada pela Arpen-Brasil (Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais) , revelando os nomes mais registrados no Brasil em 2024.
Picsea/Unsplash
Uma brasileira decidiu dar à filha um nome inédito no Brasil. E, após pesquisa, Daniele Pereira Brandão Xavier registrou o bebê como Amayomi. O FLIPAR mostrou na ocasião. “Saber que minha bebê é a primeira e única é algo bem diferente", afirmou a mãe na época do registro.
Reprodução arquivo pessoal