Formada pela UFMG, atua no jornalismo desde 2014 e tem experiência como editora e repórter. Trabalhou na Rádio UFMG e na Faculdade de Medicina da UFMG. Faz parte da editoria de Distribuição de Conteúdo / Redes Sociais do Estado de Minas desde 2022
Cavalo de pelúcia costurado errado virou símobolo do ano novo chinês crédito: Redes sociais
Um brinquedo com um defeito de fabricação virou fenômeno na China, nas vésperas do ano novo chinês, comemorado em 17 de fevereiro. Em Yiwu, cidade conhecida como a capital mundial das pequenas mercadorias, uma fábrica colocou no mercado cavalos de pelúcia vermelhos com um detalhe errado — o focinho foi costurado ao contrário.
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Com isso, em vez de um sorriso, o cavalo exibe uma feição de tristeza. Ao notar o problema, o fabricante pediu desculpas e ofereceu substituição. Mas os chineses já tinham decidido que não havia nada de errado.
O brinquedo, antes discreto nas vendas, ganhou nova vida. De cerca de 400 unidades por dia, saltou para números próximos de 15 mil. O que parecia falha técnica passou a ser lido como expressão emocional. O cavalo de cara fechada dizia, sem palavras, aquilo que muitos sentiam: vontade de seguir adiante, mesmo sem euforia.
Nas redes sociais, o boneco ganhou apelido de “cavalo chorão”. Com olhos grandes e parados e a boca voltada para baixo, o personagem parece pensativo — como alguém encarando o futuro com seriedade. A versão sorridente, ironicamente, perdeu espaço. O desejo coletivo era pelo cavalo imperfeito.
Visualmente, o cavalo chorão também dialoga com outros ícones da cultura pop. Sua cor e presença remetem ao célebre logotipo da RSO Records, a gravadora que marcou os anos 1970 com trilhas como “Grease” e “Os Embalos de Sábado à Noite”. A famosa vaca vermelha da RSO, por sua vez, foi inspirada no Akabeko, figura tradicional japonesa associada à sorte e à proteção. Em comum, todos esses símbolos compartilham a força de imagens simples que atravessam contextos e ganham novos sentidos.
No calendário lunar, 2026 marca o Ano do Cavalo, signo ligado à ação, à velocidade e à resistência. É um período associado a mudanças rápidas, iniciativa e perseverança.
A China é palco, neste momento, do maior movimento migratório do mundo. No dia 14 de janeiro teve início um deslocamento em massa pelo país asiático que se estenderá por semanas, com milhões de pessoas se dirigindo a suas cidades de origem para comemorar em família o Ano Novo Lunar, que acontece no próximo dia 29.
Reprodução/TV Globo
A previsão é que até o dia 22 de fevereiro ocorra um recorde de 9 bilhões de viagens pelo país, entre deslocamentos rodoviários e ferroviários.
Reprodução/TV Globo
Enquanto os brasileiros - e grande parte do mundo - vivem o ano de 2025, a China, com seu Ano Novo Lunar, vai entrar no ano 4723. No país de 1,4 bilhão de habitantes, os signos duram um ano inteiro, não apenas um mês. Imagem de Stanley QUAH por Pixabay
Em 2024 (ano 4723 para os chineses), o Dragão dominou o calendário a partir de 10 de fevereiro. Na China, o Dragão é o guardião da riqueza e do poder. Um símbolo de prosperidade, mas que também indica extravagância e mania de grandiosidade. josch 13 pixabay
O Dragão é o único ser mítico do calendário chinês, pois todos os outros 11 animais existem de verdade. São eles: coelho, rato, boi, tigre, serpente, cavalo, carneiro, macaco, cachorro, galo e porco. Imagem de MarinaRossi por Pixabay
Em 2023 para os ocidentais e 4721 na China, o animal foi o coelho. E o ano começou em 22 de janeiro. Para os orientais, o coelho no calendário é símbolo da paz, do intelecto e da cautela. Imagem de hartono subagio por Pixabay
Segundo a mitologia, o coelho foi um dos 12 animais que disputaram uma competição cósmica de natação que acabou determinando a ordem dos signos do zodíaco chinês. Mesmo sem nadar bem, o animal usou seu intelecto e cruzou o rio em uma jangada. Imagem de Pexels por Pixabay
No calendário chinês, o ano é o fim de 12 ciclos completos da Lua. O ano lunar tem cerca de 354 dias, que é o tempo para que a Lua atravesse 12 ciclos completos. Imagem de Patou Ricard por Pixabay
O que marca o Ano Novo é a primeira Lua Nova após o solstício de inverno. Geralmente, fica entre os dias 20 de janeiro e 18 de fevereiro. Imagem de JB por Pixabay
As festas de celebração do Ano Novo geralmente começam uma semana antes da data. Eles fazem feiras de flores. Imagem de Rainhard Wiesinger por Pixabay
Os chineses também preparam grandes danças, com fantoches gigantes e carros alegóricos, com destaque para figuras míticas, como os dragões. Imagem de Highline por Pixabay
Outra tradição muito badalada na comemoração do Ano Novo é a Dança do Leão. Dançarinos fantasiados de leões fazem uma performance para representar uma criatura guardiã do povo. Drhaggis wikimedia commons
Na noite da virada, as famílias ficam acordadas para a comemoração. E é comum o uso de lanternas na iluminação. Um festival de luz que embeleza as ruas. Lanterna, Hoian, Luz, Viajar Por, Cultura, Vietnã, Ásia×
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O crédito não é obrigatório, mas a vinculação é muito apreciada e permite que os autores de imagem ganhem exposição. Você pode usar o seguinte texto:
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No 15º dia do novo ano, faz-se então o Festival das Lanternas, que marca o encerramento das celebrações. Zest wikimedia commons
No dialeto Taiwan lanterna significa Deng e é pronunciado por Ding que significa “um bebê recém-nascido menino”. Então, para os chineses as lanternas tem o sentido de iluminar o futuro, dar à luz. Imagem de PublicDomainPictures por Pixabay
No festival, também há espetáculo de fogos de artifício e apresentação de danças. Outra tradição é o jogo de adivinhação em que as pessoas tentam desvendar enigmas escritos nas lanternas. Imagem de wal_172619 por Pixabay
Outros países do Leste Asiático, como o Vietnã, também adotam o Ano Novo Lunar. CUONG_ART por Pixabay