EXTRAÇÃO

Petroleira diz a Trump que 'é impossível investir na Venezuela'

Trump pressionou as empresas a investirem US$ 100 bilhões na Venezuela para expandir a produção local

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Maior petrolífera dos Estados Unidos, a ExxonMobil afirmou ao presidente norte-americano, Donald Trump, que "hoje é impossível investir na Venezuela". Nessa sexta-feira (9/1), o republicano pressionou executivos das maiores empresas petrolíferas do mundo a investirem no país sul-americano, mas elas hesitam em se comprometer com investimentos de longo prazo devido à instabilidade política e altos custos.

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Sem "reformas profundas" na Venezuela seria "inviável" investir na Venezuela, afirmou o presidente-executivo da ExxonMobil. "Nossos ativos foram confiscados lá duas vezes, então você pode imaginar que reentrar uma terceira vez exigiria mudanças bastante significativas", disse Darren Woods.

Ainda assim, ele se comprometeu a enviar uma equipe para avaliar a situação. "Mudanças significativas precisam ser feitas nas estruturas comerciais e sistema jurídico. É preciso proteções duradouras para os investimentos e mudanças nas leis de hidrocarbonetos no país", afirmou.

"Estamos confiantes de que, com este governo e o presidente Trump trabalhando em conjunto com o governo venezuelano, essas mudanças podem ser implementadas", disse Darren Woods, da presidente da ExxonMobil

A ExxonMobil e a ConocoPhillips deixaram a Venezuela há quase 20 anos, após a nacionalização de seus ativos. Única grande petrolífera americana que ainda opera no país, a Chevron estaria comprometida com investimentos na Venezuela, afirmou na ocasição seu vice-presidente, Mark Nelson.

Maior grupo de lobby do setor, o Instituto Americano do Petróleo considerou a "conversa inicial construtiva". Ele destacou tanto o potencial energético da Venezuela quanto seus desafios, incluindo segurança e governança estável.

Durante a reunião, Trump pressionou as empresas a investirem US$ 100 bilhões na Venezuela para expandir a produção local. Ele enfatizou que as empresas negociariam a exploração do petróleo venezuelano diretamente com Washington, não com Caracas.

"Se você não quiser entrar [na Venezuela], é só me avisar, porque tenho 25 pessoas que não estão aqui hoje, mas estão dispostas a ocupar seu lugar", disse o presidente dos EUA.

Trump disse que EUA e Venezuela estão "trabalhando juntos" para reconstruir a infraestrutura local. De acordo com ele, "agora há segurança total" para as empresas estrangeiras que antes não dispunham de proteção sob o regime do presidente Nicolás Maduro, sequestrado e preso pelos EUA há uma semana.

Algumas das maiores petroleiras do mundo foram ao encontro. Entre elas estavam a ConocoPhillips, Halliburton, Valero, Marathon, Shell, a Trafigura, com sede em Singapura, a Eni, com sede na Itália, e a Repsol, com sede na Espanha.

Maiores reservas do mundo

A Venezuela possui as maiores reservas de petróleo do mundo, estimadas em 303 bilhões de barris de 159 litros. Esse petróleo é composto principalmente de petróleo bruto pesado, que só pode ser refinado com tecnologia especial. Diversas refinarias ao longo da costa do Golfo do México, nos Estados Unidos, estão preparadas para processar esse tipo de petróleo.

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Apesar de suas vastas reservas, a indústria petrolífera venezuelana encontra-se em estado precário. Especialistas afirmam que a reconstrução da capacidade produtiva levaria anos e exigiria bilhões de dólares.

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