Morre, aos 70 anos, o cineasta húngaro Béla Tarr
Diretor adaptou 'Satantango', livro do Nobel de Literatura László Krasznahorkai, para o cinema
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O cineasta húngaro Bela Tarr morreu nesta terça-feira (6), aos 70 anos, anunciou o diretor Bence Fliegauf à agência de notícias MTI, em nome da família.
O mestre do cinema húngaro, que morreu após uma longa doença, é conhecido por suas obras complexas e sombrias, principalmente "Satantango" (1994), um filme de sete horas sobre o colapso do comunismo na Europa Oriental e seu declínio material e espiritual.
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O filme é uma adaptação do romance de mesmo nome, do ganhador do Prêmio Nobel László Krasznahorkai, com quem Tarr colaborou em diversas ocasiões.
Com vários habilidosos planos-sequência - isto é, de tomadas sem cortes, que podem se estender por vários minutos -, Tarr absorveu e traduziu a linguagem complexa do escritor e a recriou no cinema com seu estilo particular. Sagrou-se como um dos grandes pensadores do plano cinematográfico, daquilo que se vê entre dois cortes.
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Depois de "Sátántangó", o livro "The Melancholy of Resistance" - ou a melancolia da resistência, sem tradução no Brasil - rendeu o filme "A Harmonia Werckmeister" (2000). Em 2007, os dois colaboraram juntos em "O homem de Londres", adaptando dessa vez um romance do belga Georges Simenon. Com Tilda Swinton no elenco, o filme acompanha o controlador de uma estação de trem que presencia um assassinato e, sem querer, assusta o criminoso ao abrir uma porta e se depara com uma mala de dinheiro.