CIVIS E MILITARES

Pelos menos 80 pessoas morreram nos ataques à Venezuela, afirma NY Times

Número foi informado ao jornal norte-americano por um oficial do alto escalão venezuelano. Governo do país ainda não apresentou balanço de eventuais mortes

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Passou de 80 o número de pessoas mortas, entre militares e civis, devido ao ataque dos Estados Unidos à Venezuela, realizado na madrugada desse sábado (3/1). A informação foi revelada pelo The New York Times a partir do relato de um oficial do alto escalão venezuelano, que falou ao jornal norte-americano em condição de anonimato. Até o momento, o governo do país latino não apresentou nenhum balanço sobre eventuais mortes no ataque.

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Mais cedo neste domingo (4), o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, afirmou na televisão que a equipe de segurança do presidente Nicolás Maduro foi assassinada "a sangue frio" pelos militares norte-americanos, sem detalhar quantas pessoas foram mortas.

O ministro aproveitou o discurso para apoiar a nomeação da vice-presidente Delcy Rodríguez como presidente interina e disse que as Forças Armadas foram mobilizadas em todo o país para garantir a soberania nacional.

Por ora, o governo de Donald Trump demonstrou ter aceitado a permanência de Delcy no comando da Venezuela. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, declarou estar aberto a negociar com a vice de Maduro e outros líderes chavistas, desde que tomem "boas decisões".

Trump, por sua vez, elevou o tom do discurso sobre Delcy. Em entrevista à revista The Atlantic, afirmou: "se ela não fizer o que é certo, pagará um preço muito caro, provavelmente maior do que Maduro".

Os ataques

Os primeiros bombardeios à Venezuela aconteceram pouco antes das 02h (03h em Brasília), em Caracas e arredores, conforme apurou a AFP, e duraram cerca de uma hora. A operação será discutida pelo Conselho de Segurança da ONU na segunda-feira (5), em caráter de urgência.

Entre os alvos atingidos está o forte militar Tiuna, o mais importante do país. Noutra base, a de La Carlota, em Caracas, um veículo blindado foi consumido pelas chamas. Outras explosões foram registradas no oeste do país, em La Guaira (aeroporto internacional e porto de Caracas), em Maracay (100 km a sudoeste de Caracas) e em Higuerote (100 km a leste de Caracas), na costa caribenha.

Na sequência dos ataques, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados pelos Estados Unidos e levados, de navio, para Nova York, onde dormiram na última noite. Maduro será julgado pela Justiça dos Estados Unidos sob acusação de crimes de narcotráfico e terrorismo.

Por parte dos EUA, o presidente norte-americano Donald Trump informou que nenhum de seus militares morreu, tendo apenas alguns "atingidos", mas que estão bem.

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Mais tarde, numa entrevista ao The New York Post, Trump afirmou que "muitos cubanos" perderam a vida durante a operação de captura de Maduro, sem detalhar números. Segundo o presidente norte-americano, "eles estavam protegendo Maduro" e "essa não foi uma boa decisão".

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