ATAQUE A VENEZUELA

Quem é Cilia Flores, mulher de Nicolás Maduro detida por Trump

Conhecida como "primeira combatente", Flores foi uma das figuras centrais do projeto chavista nas últimas décadas

Publicidade
Carregando...

Cilia Adela Gavidia Flores de Maduro, advogada e figura política venezuelana há décadas, ganhou manchetes em todo o mundo neste sábado (3/1) depois que os Estados Unidos anunciaram sua captura, ao lado do marido, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em uma operação militar sem precedentes em Caracas. Flores agora deve enfrentar, ao lado de Maduro, um processo criminal nos Estados Unidos, marcado por acusações de narcoterrorismo e tráfico de drogas.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

Nascida em 15 de outubro de 1956 na cidade de Tinaquillo, no estado venezuelano de Cojedes, Cilia Flores construiu uma carreira política que ultrapassa a simples imagem de companheira de chefe de Estado. Formada em direito, ela entrou na política no início dos anos 2000 e foi eleita deputada à Assembleia Nacional da Venezuela em 2000. Flores foi a primeira mulher a presidir a Assembleia Nacional, de 2006 a 2011, num período de forte polarização política no país.

Em 2012, foi nomeada Procuradora-Geral da República, cargo que ocupou até 2013 e que a consolidou como uma das principais conselheiras jurídicas do governo chavista. Desde 2016, é novamente deputada e membro da Assembleia Nacional Constituinte.

No jargão oficial do governo venezuelano, Flores é frequentemente referida como “primeira combatente”, termo que substitui o título tradicional de “primeira-dama” e ressalta seu papel ativo na construção e sustentação do projeto político iniciado com Hugo Chávez e continuado por Maduro.

Relações e controvérsias

Cilia Flores e Nicolás Maduro se conheceram no contexto da luta política dos anos 1990, quando ela atuou como advogada de Hugo Chávez após sua prisão por um levante militar em 1992. Desde então, o casal tornou-se uma das duplas políticas mais duradouras e influentes da Venezuela moderna.

A trajetória de Flores também esteve marcada por controvérsias e críticas de opositores. Durante seu mandato no Parlamento, foi acusada de nepotismo ao empregar familiares no Congresso, algo que ela sempre negou formalmente.

Além disso, sua família direta já esteve no centro de investigações de narcotráfico: em 2015, dois de seus sobrinhos, Efraín Antonio Campo Flores e Francisco Flores de Freitas, foram presos pela DEA (Agência de Repressão às Drogas dos EUA) no Haiti, acusados de tentar transportar cerca de 800kg de cocaína para os Estados Unidos. Eles foram condenados em 2016 e depois libertados em 2022 como parte de um acordo de troca de prisioneiros entre os governos americano e venezuelano.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

A captura de Cilia Flores ocorreu na madrugada de 3 de janeiro de 2026, com Nicolás Maduro, durante uma operação militar dos Estados Unidos contra Caracas. Segundo autoridades norte-americanas, a ação incluiu ataques aéreos e terrestres e terminou com a detenção do casal, que foi levado para fora do território venezuelano por forças americanas. O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou a operação e disse que os dois serão julgados nos tribunais federais de Nova York.

Tópicos relacionados:

donald-trump eua maduro politica trump venezuela

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay