O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) encontrou, na manhã deste domingo (1º/11), o corpo do homem arrastado pela correnteza de um córrego em Guarará, na Zona da Mata mineira. A vítima tinha 41 anos e era natural de Mar de Espanha (MG), informou a corporação.
O desaparecimento ocorreu na noite de sexta-feira (30/10), após o transbordamento do curso d'água durante um temporal. Conforme revelou anteriormente o Estado de Minas, a vítima pode ser a primeira morte registrada na atual temporada de chuvas no estado.
A ocorrência foi registrada por volta das 21h40 de sexta-feira, na Rua São João, no bairro Chácara. Segundo relatos de vizinhos aos bombeiros, o homem realizava a limpeza de uma manilha em um córrego que atravessa o município quando foi surpreendido pelo aumento do volume e da velocidade da água e acabou arrastado pela correnteza.
Conforme informações preliminares, o curso d'água estava acima do nível normal em decorrência das fortes chuvas que atingiram a cidade.
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As buscas começaram ainda na noite de sexta-feira e avançaram pela madrugada de sábado (31/10). Na ocasião, os militares percorreram aproximadamente 10 quilômetros do leito do córrego, fizeram buscas visuais e utilizaram um drone para identificar possíveis pontos de interesse.
Os trabalhos foram suspensos no início da noite de sábado, sem que a vítima tivesse sido localizada. A interrupção ocorreu devido aos riscos enfrentados pelos bombeiros durante a operação. Uma equipe de três militares atuou na ocorrência.
Na manhã deste domingo, após dois dias de buscas, o corpo foi encontrado. A perícia da Polícia Civil foi acionada para os procedimentos legais. Depois dos trabalhos periciais, o corpo foi encaminhado ao serviço funerário responsável.
Primeira morte na temporada de chuvas
A temporada chuvosa em Minas Gerais começou em outubro e se estende até março de 2027, segundo a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais (Cedec-MG). Até a confirmação da morte em Guarará, o caso era apontado como possível primeiro óbito do período.
As chuvas que atingiram a Zona da Mata em fevereiro deste ano provocaram uma das maiores tragédias climáticas da história recente da região. Em Juiz de Fora, município vizinho a Guarará, foram registradas 66 mortes.
Chuvas provocaram ocorrências em outras regiões de Minas
Além do caso em Guarará, os temporais registrados em Minas Gerais provocaram danos e mobilizaram equipes de resgate em diferentes regiões do estado.
Em Juiz de Fora, uma residência que já estava interditada desabou, sem deixar feridos. Na divisa entre Piedade dos Gerais e Visconde do Rio Branco, a elevação repentina do nível de um rio deixou uma pessoa ilhada sobre uma ponte. Ela foi resgatada sem ferimentos.
Em Coronel Fabriciano, no Vale do Aço, o desmoronamento da escada de um imóvel bloqueou o acesso dos moradores, que precisaram de auxílio para deixar o local.
Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a instabilidade climática provocou o desabamento de uma parede recém-construída no bairro Santa Amélia. A estrutura atingiu parte de uma laje residencial, mas não houve registro de vítimas.
Em balanço de 24 horas, divulgado nesse sábado (31/10), o Corpo de Bombeiros contabilizou 50 ocorrências relacionadas às chuvas em Minas. Desse total, 46 envolveram vistorias e cortes emergenciais diante do risco de queda de árvores sobre vias públicas e redes elétricas.
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Já o levantamento da Cedec-MG apontou que 36 municípios sofreram impactos diretos desde o início do período chuvoso, com aproximadamente 200 mil pessoas atingidas. Até então, 15 cidades tinham situação de emergência homologada, com 941 moradores desalojados e 52 desabrigados recebendo assistência em abrigos públicos.
