A Justiça de Minas Gerais condenou 17 integrantes de uma organização criminosa ligada à exploração ilegal do jogo do bicho e a lavagem de dinheiro no Norte de Minas a penas que totalizam 87 anos de prisão. As condenações são resultantes das investigações realizadas no âmbito da Operação Provérbios 13:1, deflagrada em primeiro de dezembro de 2023 pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com o apoio da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG).
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De acordo com o MPMG, as penas incluem condenações pelos crimes de formação de organização criminosa, lavagem de dinheiro e pela contravenção penal de exploração de jogos de azar. A sentença acolheu as manifestações do Gaeco e da 9ª Promotoria de Justiça de Montes Claros, que atuaram no caso.
Segundo a apuração do Gaeco, os condenados integravam uma estrutura criminosa organizada, com divisão de funções e atuação coordenada para a exploração do jogo do bicho. O grupo criminoso também utilizava mecanismos financeiros e patrimoniais destinados a ocultar e dissimular recursos obtidos com a atividade ilícita.
Durante a Operação Provérbios 13:1 foram cumpridos 65 mandados de busca e apreensão nos municípios de Montes Claros, Januária e Brasília de Minas. A pedido da força-tarefa, a Justiça também determinou a indisponibilidade de bens dos investigados até o limite de R$ 16,8 milhões.
Conforme o Ministério Público, as investigações apontaram que a facção mantinha uma ampla rede de apostas clandestinas e contava com estrutura administrativa e financeira própria para arrecadar, movimentar e gerir os valores provenientes do esquema criminoso.
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“A condenação teve como base um conjunto de provas reunidas ao longo da investigação, incluindo interceptações telefônicas autorizadas judicialmente, análise de dados extraídos de aparelhos celulares apreendidos e levantamento de informações bancárias e fiscais dos investigados”, informou no MPMG
