Peritos da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) iniciaram os trabalhos técnicos para esclarecer a dinâmica de uma colisão entre dois caminhões que resultou na morte de duas pessoas e deixou outras duas feridas no trecho da BR-381 situado entre os municípios de São Gonçalo do Rio Abaixo e Bom Jesus do Amparo.
Três trabalhadores realizavam atividades em um caminhão carregado com chapas de ferro parado no acostamento quando foram atingidos por outro caminhão carregado de melancias que perdeu o controle da direção. A colisão mobilizou equipes de resgate e causou interrupções no trânsito na rodovia federal que conecta a Região Central mineira ao Vale do Aço.
Como aconteceu o acidente na BR-381
O acidente ocorreu quando o caminhão carregado de melancias perdeu o controle e atingiu os trabalhadores que atuavam junto ao veículo de carga imobilizado na margem da rodovia. O choque violento matou dois trabalhadores instantaneamente antes da chegada do socorro médico no trecho rodoviário mineiro.
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Além das duas vítimas fatais, um terceiro trabalhador sofreu ferimentos nos membros inferiores e foi encaminhado ao Hospital de Pronto-Socorro (HPS) de Itabira. O motorista do caminhão que transportava melancias também se feriu e foi levado ao Hospital Margarida, em João Monlevade, por uma equipe de resgate da concessionária Nova 381.
O impacto arremessou peças e parte da carga na pista, provocando a interdição de faixas de rolamento. Os corpos das vítimas foram removidos e levados ao Instituto Médico-Legal (IML) de Itabira para a realização de exames necropsiais. Funcionários da concessionária Nova 381 espalharam material absorvente no pavimento para conter o vazamento de óleo e restabelecer a segurança do tráfego.
O que a perícia técnica avalia sobre a colisão
A apuração técnica analisa se falhas mecânicas ou fatores humanos contribuíram para a batida. Os peritos concentram os trabalhos de campo nos seguintes pontos:
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medição das marcas de frenagem e arraste deixadas pelos pneus no asfalto para estimar a velocidade do caminhão.
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condições de conservação do asfalto, desníveis no acostamento e índice de visibilidade no instante do choque.
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análise do tacógrafo do veículo de carga para verificar o tempo contínuo de direção e os registros de velocidade.
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existência e posicionamento prévio dos dispositivos de sinalização de emergência ao redor do caminhão que recebia manutenção.
Quais os perigos frequentes no trecho da rodovia
O segmento da BR-381 entre Belo Horizonte e Governador Valadares apresenta traçado sinuoso com fluxo constante de veículos pesados. A combinação de curvas fechadas, declives acentuados e trechos sem duplicação eleva o risco para condutores parados na margem da rodovia.
A concessionária responsável pela operação monitorou a pista e concluiu os reparos emergenciais no asfalto. O trânsito voltou a fluir normalmente após a retirada completa dos veículos acidentados e a liberação das pistas pelos agentes de trânsito.
Como agir com segurança em panes mecânicas no acostamento
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Ligar o pisca-alerta imediatamente antes de imobilizar o veículo no acostamento da rodovia.
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Posicionar o triângulo de sinalização a pelo menos 30 metros da traseira do automóvel para alertar os demais condutores.
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Aguardar a chegada do serviço de guincho fora da pista, preferencialmente atrás de defensas metálicas ou barreiras físicas.
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Evitar reparos mecânicos complexos ou trocas de pneus voltadas diretamente para o fluxo da via expressa.
