Um homem de 61 anos é suspeito de tentar matar a esposa, de 60, a tiros após ameaçá-la de morte e persegui-la pelas ruas de Patos de Minas (MG), no Alto Paranaíba, na noite desse domingo (11/10). Após um cerco policial, o homem foi encontrado com um ferimento na cabeça e levado ao hospital em estado gravíssimo.

Segundo a Polícia Militar (PM), a ocorrência começou após uma denúncia de violência doméstica e de que o suspeito estaria armado. Ao chegarem à Rua José Dias Vieira, no Bairro Jardim Paulistano, os militares encontraram a mulher nas proximidades da residência. Ela relatou que o marido estava embriagado e que tentou impedi-lo de sair de carro por temer que ele provocasse um acidente.

De acordo com a vítima, após sair do banho, ouviu o marido dizer que iria matá-la. Em seguida, ele teria levantado a camisa e mostrado um revólver que carregava na cintura. A mulher afirmou que correu pela casa para escapar das agressões, enquanto o homem a perseguia e efetuava disparos em sua direção.

A vítima conseguiu pegar a chave do portão, sair do imóvel e correr pela rua em busca de ajuda. Segundo o relato, o marido continuou atrás dela e fez novos disparos durante a perseguição, que passou pelas ruas José Dias Vieira, Roberto de Aguiar Martins e Doutor Hernane Lemos.

A mulher conseguiu se esconder em um parque ecológico no fim da última via. Depois de perceber que o marido havia interrompido a perseguição, voltou para a Rua José Dias Vieira e o viu entrando novamente na residência do casal. Ao avistar as viaturas, avisou aos policiais que ele estava armado.

Suspeito atirou contra policiais

Os militares cercaram o imóvel e tentaram negociar a rendição do homem. Durante a ação, segundo a PM, o suspeito foi visto saindo do quarto e indo até o banheiro, de onde efetuou dois disparos em direção à porta da sala, próximo à posição dos policiais.

Ainda conforme o relato dos militares, o homem afirmou que a esposa o traía havia mais de 20 anos e que só sairia da casa morto. Em determinado momento, disse que pretendia se entregar, mas voltou atrás e se dirigiu novamente ao banheiro.

Diante da resistência, os policiais utilizaram instrumentos de menor potencial ofensivo, incluindo granadas de efeito moral. As tentativas não resultaram na rendição do suspeito.

Na sequência, os militares ouviram ruídos semelhantes a falhas de percussão da arma, seguidos de um disparo e de um barulho de algo caindo. Um vizinho informou que via o homem caído sobre a cama.

Os policiais entraram na residência e encontraram o suspeito com uma perfuração no lado direito da cabeça. Um revólver estava próximo ao corpo. Como ele ainda apresentava sinais vitais, os militares iniciaram o socorro em uma viatura e, durante o deslocamento, transferiram o homem para uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

O suspeito foi levado ao Hospital Regional Antônio Dias. Segundo as informações repassadas à equipe policial, seu estado de saúde era gravíssimo, e a equipe médica aguardava os procedimentos para avaliação de eventual morte encefálica.

Histórico de agressividade

A mulher informou aos militares que é casada com o suspeito há cerca de 30 anos e que os dois não têm filhos em comum. Segundo ela, o marido frequentemente a acusava de traição e ficava agressivo quando consumia bebidas alcoólicas.

A vítima também relatou episódios anteriores em que precisou pular janelas e muros para escapar das investidas do companheiro. Uma testemunha, vizinha do casal, afirmou conhecer o histórico de conflitos e disse que a mulher costumava desabafar sobre as agressões.

Outra testemunha relatou ter ouvido disparos e visto o homem correndo pela rua atrás da esposa, embora não tenha conseguido confirmar se o objeto que ele carregava era uma arma de fogo.

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A perícia da Polícia Civil compareceu ao local e recolheu um revólver calibre .22 além de munições intactas, cartuchos deflagrados e outros materiais. O homem foi preso em flagrante por suspeita de tentativa de feminicídio, mas não foi apresentado à delegacia devido à gravidade do estado de saúde. O caso será investigado pela Polícia Civil.

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