Um monomotor caiu no pátio de manutenção da Estação São Gabriel de Metrô, na Região Nordeste de Belo Horizonte, no final da manhã de uma sexta-feira (9/10). A ocorrência integra uma sequência que, nos últimos dois anos, acumulou mortes, investigações e debates sobre a segurança da aviação em Minas Gerais.

Em 4 de maio, outro avião de pequeno porte bateu em um prédio de três andares e caiu no bairro Silveira, também na Região Nordeste da capital mineira. A aeronave havia decolado do Aeroporto da Pampulha por volta das 12h16 e colidiu minutos após a partida.

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Conforme dados do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Sipaer), o Brasil registrou um acidente aéreo a cada dois dias entre janeiro e fevereiro de 2025. Minas Gerais esteve no centro dessa marca, com duas ocorrências notificadas nas primeiras semanas daquele ano.

Ocorrências em 2025

Em janeiro de 2025, um helicóptero que realizava pulverização agrícola caiu na Fazenda Cachoeira, em Cruzília. A queda aconteceu durante voo panorâmico de retorno e vitimou o piloto e dois funcionários da fazenda, com a aeronave pegando fogo após o impacto.

Em abril de 2025, outro helicóptero caiu na zona rural de Nova Resende, no Sul de Minas, provocando ferimentos leves em duas pessoas a bordo. O Certificado de Aeronavegabilidade do aparelho estava suspenso pela Anac há quase um ano, sem permissão para voar.

Casos registrados em 2024

O helicóptero Arcanjo 04, do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, colidiu com a Serra de Ouro Preto em outubro de 2024, quando retornava a Belo Horizonte após atender outro acidente aéreo. Morreram seis pessoas: quatro militares, um médico e um enfermeiro do Samu, na primeira tragédia com mortes da história da corporação.

Em março de 2024, um avião Cessna 208B da Polícia Federal caiu logo após decolar do Aeroporto da Pampulha. Dois agentes do Centro de Operações Aerotáticas morreram e um terceiro ocupante sobreviveu, socorrido no Hospital João XXIII.

No início daquele ano, em janeiro, um helicóptero da PRF que socorria vítimas de engavetamento no Anel Rodoviário de Belo Horizonte perdeu potência na decolagem. A aeronave fez um pouso forcado na Avenida Tereza Cristina, no Barreiro, atingindo telhados de imóveis.

Investigação de acidente anterior

Em março de 2023, a queda de um monomotor sobre duas residências no bairro Jardim Montanhês, perto do Aeroporto Carlos Prates, matou o piloto e feriu gravemente a filha dele. A tragédia foi a quinta morte ligada a quedas aéreas nas imediações do aeródromo em quatro anos.

O laudo do Cenipa sobre a ocorrência do Jardim Montanhês foi finalizado em junho de 2025. A apuração indicou que o piloto não tinha autorização médica para voar, pois apresentava histórico de crises convulsivas, diagnóstico de epilepsia e não utilizava os óculos exigidos em seu certificado.

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*Estagiária sob supervisão do editor-executivo João Renato Faria

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