Com o brilho de uma história iniciada nos tempos do imperador dom Pedro II (1825-1891), a Escola de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), na Região Central de Minas Gerais, comemora 150 anos na segunda-feira (12/10) e se mantém como referência nacional nas áreas de engenharia, desenvolvimento acadêmico e avanço tecnológico. Nessa trajetória, tem destaque o francês Claude-Henri Gorceix (1842-1919), que chegou da Europa aos 31 anos e deixou seu nome gravado na instituição de ensino por onde já passaram cerca de 16 mil estudantes.
Na extensa programação que começa amanhã, há boas novidades culturais. Entre elas, a abertura, para visitas guiadas e, apenas neste mês de celebração, do Museu de Ciência e Técnica (MCT) da Escola de Minas, que ocupa o antigo Palácio dos Governadores, na Praça Tiradentes, no Centro Histórico da primeira cidade brasileira reconhecida como Patrimônio Mundial. As visitas ao museu começam amanhã às 10h, com agendamento, sendo 15 pessoas a cada meia hora.
Orgulhoso da unidade que começou com quatro alunos, em 12 de outubro de 1876, quando Ouro Preto era capital da Província de Minas Gerais, e hoje oferece hoje 10 cursos de graduação e 11 programas de pós-graduação, com 17 cursos, o diretor José Alberto Naves Cocota Júnior destaca o pioneirismo da Escola de Minas de Ouro Preto. “Foi a primeira na área de engenharia de minas criada no nosso estado e a segunda no Brasil, pois antes teve a Politécnica do Rio de Janeiro. Mas há um diferencial: aqui, teve início a formação de civis, porque, até então, a Politécnica do Rio formava exclusivamente militares. Assim, a primeira escola de engenharia de minas no Brasil a formar civis foi a de Ouro Preto”.
Fachada do antigo Palácio dos Governadores, onde está hoje o Museu de Ciência e Técnica: celebrações incluem visitas guiadas à instituição neste mês
Programação de aniversário conecta passado e presente
De um prédio na Rua Padre Rolim ao câmpus no Morro do Cruzeiro, com destaque para o imponente Palácio dos Governadores, na Praça Tiradentes, a Escola de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) comemora o sesquicentenário da sua inauguração na segunda-feira (12/10) figurando como um monumento sustentado por sólidos pilares de educação, formação profissional, história, cultura, desenvolvimento acadêmico e avanço tecnológico. Para celebrar a data, há programação especial, neste mês, incluindo o Festival PaLavras e a tradicional confraternização de estudantes de várias gerações e localidades.
Entre as novidades na efeméride dos 150 anos, há visitas guiadas ao Museu de Ciência e Técnica (MCT) da Escola de Minas que, embora fechado há seis anos, poderá receber excepcionalmente grupos de moradores e turistas nos setores de História Natural e Mineralogia 1. A abertura se torna possível graças à aprovação do projeto de Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros, “que permitiu avançar com a proposta de visitação controlada em parte do prédio”, informa a coordenadora do MCT e professora do Departamento de Geologia/Ufop, Flávia Compassi.
O valioso acervo do MCT, o maior na modalidade na América do Sul, fica no antigo Palácio dos Governadores, construção colonial localizada no Centro Histórico da primeira cidade brasileira reconhecida como Patrimônio Mundial (1980). O espaço teve salas de aulas de 1898 a 1997, ano em que a unidade foi transferida para o câmpus no Morro da Cruz, no Bairro Bauxita, e continua como parte importante da Escola de Minas. Tanta história traz boas recordações ao presidente da Associação dos Antigos Alunos da Escola de Minas (A3EM), Carlos Roberto Gonzalez, de 59 anos, paulista residente em Belo Horizonte. Ele estudou na Escola de Minas de 1986 a 1993, morou em república, se formou em engenharia de minas e engenharia geológica e ficou apaixonado pela ex-capital de Minas, antiga Vila Rica, surgida no Ciclo do Ouro.
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“Cheguei de São Paulo (SP), aos 18 anos, com uma visão bem diferente de Ouro Preto. Por ser de uma capital, confesso que havia até uma certa arrogância da minha parte...achava que iria me sobressair”, conta Carlos Gonzalez, que mudou o pensamento ao conhecer a diversidade e nível da turma. “A vida na Escola de Minas me marcou muito, pois conheci alunos que falavam mais de duas línguas, ao contrário de mim, já tinham acesso a computador, participavam da política estudantil. Eu ‘me encontrei’ ali, tive um choque de realidade”, afirma o “emopiano”, apelido de quem estudou na Escola de Minas de Ouro Preto, como era chamada nos primórdios.
Professor e alunos no interior do Museu de Ciência e Técnica da Escola de Minas, que ocupa o prédio do antigo Palácio dos Governadores
RELEVÂNCIA
Ao falar sobre a importância da Escola de Minas no cenário nacional, o presidente da A3EM destaca mais um pilar importante na instituição: a conexão entre o passado e os novos tempos. “Fazemos, na associação dos antigos alunos, um resgate das tradições para fortalecer a integração com as novas gerações. A ligação com a escola é forte, estamos sempre juntos nessa história”, afirma o ex-aluno, citando a relevância do foco da instituição na mineração de metálicos (ferro, ouro, manganês e cobre) e o papel no desenvolvimento da siderurgia nacional.
Especialistas explicam que a relevância da Escola de Minas se confundiu, ao longo do tempo, com o desenvolvimento intelectual e industrial brasileiro, pois se tornou uma das mais influentes instituições de ensino do Brasil. Entre seus alunos figuram personagens importantes da história do país. Com vasto patrimônio, laboratórios de ponta, bibliotecas modernas, além de obras raras e um excelente conjunto de museus temáticos do setor minero-metalúrgico, continua reconhecida pela excelência acadêmica e desenvolvimento tecnológico.
Atualmente, são oferecidos os cursos de engenharia geológica, de minas, metalúrgica, mecânica, ambiental, de controle e automação, civil, de produção, urbana e arquitetura e urbanismo, e também os cursos de pós-graduação (mestrado e doutorado). Além da parte técnica, com participação decisiva no desenvolvimento da indústria nacional, a Escola de Minas contribuiu para o cenário político nacional, com egressos da instituição ocupando cargos de destaque, de vereadores a senadores e ministros. “Só não tivemos ainda um presidente da República formado na Escola de Minas”, observa o diretor José Alberto.
Exemplar de
O FUNDADOR GORCEIX
A história da escola para formação de engenheiros de minas começou “na cabeça” do imperador dom Pedro II (1825-1891) e ganhou forma pelas mãos de seu fundador, o francês Claude-Henri Gorceix (1842-1919), então com 31 anos. “Era um normalista, um professor, e não um engenheiro. Um homem graduado em matemática, física e ciências naturais, que veio com seus métodos inovadores”, conta Uoster Zielinski, autor de “Escola de Minas de Ouro Preto – Livro do Sesquicentenário” (Editora Miguilim). Em 2023, ele publicou a biografia “Gorceix”, sobre o pioneiro que chegou a Minas a convite de Pedro II.
A obra reverencia a influência decisiva de Gorceix na formação de engenheiros, cientistas e pesquisadores que transformaram o panorama minero-metalúrgico e industrial do país. As páginas trazem desde o processo de fundação da instituição em Ouro Preto até sua integração ao sistema federal de universidades, além de documentar episódios, personagens e práticas pedagógicas que moldaram sua reputação internacional.
Além da vasta iconografia, o livro apresenta um panorama abrangente da Escola de Minas: sua decisão histórica de permanecer em Ouro Preto após a transferência da capital para BH, o desenvolvimento no antigo Palácio dos Governadores, a incorporação à Ufop e o ecossistema cultural e estudantil que se formou ao redor da instituição, como as tradicionais repúblicas de Ouro Preto e seus museus temáticos.
Em destaque, se veem os nomes que construíram a fama da escola ao longo de um século e meio, bem como as dinâmicas práticas pedagógicas inovadoras implantadas por Gorceix, como aulas práticas, uso de cadernos, métodos de pesquisa de campo e adoção de concurso para admissão que revolucionaram o ensino brasileiro. O livro está à venda no site da editora, na Amazon, e nas livraria da Rua, em BH, e Outras Palavras, em Ouro Preto.
Professor e alunos no interior do Museu de Ciência e Técnica da Escola de Minas, que ocupa o prédio do antigo Palácio dos Governadores
Da prospecção mineral à revolução do ensino acadêmico
A história da Escola de Minas de Ouro Preto está ligada diretamente ao curso do desenvolvimento acadêmico de qualidade e da pesquisa científica no país. Para entender melhor a importância desse patrimônio que completa 150 anos, é preciso voltar aos primeiros anos pós-descobrimento do Brasil, quando a Coroa portuguesa buscava conhecer a real dimensão das riquezas daqui para poder explorá-las. Em resumo, Portugal não tinha noção da potência econômica da nova colônia.
Bem mais tarde, com a decadência do ciclo da mineração do ouro e do alto custo de importação do ferro da Suécia, a Coroa portuguesa viu que seria necessário investir em processos de extração e na formação de cientistas para desenvolver o setor mineral do Brasil Colônia. Então, o príncipe regente dom João VI (1767-1826) contratou o alemão Wilhelm Ludwig von Eschwege, o Barão de Eschwege (1777-1855), geólogo, arquiteto e especialista em mineralogia, mineração e metalurgia, para estudos e desenvolvimentos de processos minero-siderúrgicos.
Conforme Uoster Zielinski, o problema da importação do ferro sueco começou a ser solucionado com o desenvolvimento de pequenas usinas de redução de minério em São João de Ipanema, no interior de São Paulo. Eschwege obteve maior sucesso produzindo ferro em Congonhas (MG), sendo ainda o primeiro cientista a fazer pesquisa geológica das terras brasileiras. Os resultados dos seus trabalhos foram publicados no livro “Pluto Brasiliensis”, em 1833.
Desenvolvimento econômico
Com a independência do Brasil de Portugal e a realização de uma Assembleia Constituinte em 1823, foram discutidas a criação de universidades e de uma escola mineralógica na província de Minas Gerais, para o desenvolvimento econômico do novo Império. Decretos sobre a fundação de uma instituição de ensino para esse fim foram discutidos e publicados pela Assembleia Legislativa da Província de Minas Gerais na primeira metade do século 19. Passados alguns anos, a Escola Central do Rio de Janeiro foi transformada em Escola Politécnica (1874).
Este era o cenário que fez com que, impulsionado pela curiosidade e necessidade de crescimento econômico, o imperador dom Pedro II (1825-1891) convidasse o engenheiro francês Auguste Daubrée (1814-1896) para visitar o Brasil e pesquisar as riquezas minerais que o país potencialmente poderia ter. “O problema é que Daubrée havia acabado de ser nomeado diretor da Escola de Minas de Paris, e indicou Claude-Henri Gorceix (1842-1919), notável por sua capacidade intelectual e trabalho científico em sítios arqueológicos vulcânicos na Grécia e Turquia”, observa Uoster Zielinski.
Gorceix não apenas aceitou fazer estudos das riquezas minerais do Brasil como propôs a dom Pedro II, após conhecer as regiões com potencial mineralógico do país, fundar uma Escola de Minas na província de Ouro Preto. Além da “Escola de Mineiros”, como a princípio batizou a instituição, em 1876, Gorceix também fundou dois anos depois um curso preparatório para corrigir as deficiências acadêmicas de candidatos da escola.
Começo modesto
A modesta escola de Gorceix, composta por três edificações, uma das quais, segundo ele mesmo escreveu em carta ao imperador, “um prédio público destinado a servir como escola de meninas”, ficava entre a Igreja das Mercês (de Cima) e da Misericórdia e a primeira Santa Casa de Ouro Preto, na Rua das Mercês. Atualmente, a rua se chama Padre Rolim, o casarão de dois andares que seria uma escola de meninas permanece com o número 77, identificado com uma placa comemorativa do Primeiro Centenário da Escola em 1976, em sua fachada.
Foi nessa escola que Gorceix fez história revolucionando o ensino acadêmico do Brasil. Implementou aqui uma formação que ultrapassava a teoria, incentivava a prática, o pensar e o refletir, introduzia métodos de estudos desconhecidos pelos brasileiros, como a obrigatoriedade de uso dos cadernos para anotar as aulas ministradas, obrigando o aluno a evitar ausências e a prestar atenção ao conteúdo dado. A abolição de decorar livros e ênfase nas aulas práticas em laboratórios próprios, jornada de 7h às 17h e trabalhos de campo nos períodos de férias acadêmicas.
A importância da Escola de Minas, que alterou o futuro acadêmico da educação do setor minero-metalúrgico do Brasil, foi demonstrada pelas duas visitas que recebeu da família imperial brasileira. Sua fama correu mundo e a instituição ganhou diversas premiações internacionais. Com a queda do Império e a instituição da República, Gorceix, que se casou com uma brasileira, ouro-pretana de origem, retornou ao seu país. A Escola de Minas, por sua vez, passou a ser dirigida pelos discípulos do mestre francês.
VIAGEM AO TEMPO DAS CAVERNAS
O antigo Palácio dos Governadores, na Praça Tiradentes, no Centro Histórico de Ouro Preto, abriga o Museu de Ciência e Técnica da Escola de Minas. Em vários ambientes, há um acervo de mais de 30 mil exemplares nos setores de história natural (fósseis, materiais líticos, coleções de conchas, vestígios da pré-história e outros), mineração, mineralogia (um dos mais completos do mundo em minerais, é referência internacional), metalurgia, química, física, desenho, topografia, astronomia, siderurgia e transporte ferroviário. Outros destaques: observatório astronômico, centro de memória da Escola de Minas, biblioteca de obras raras e arquivo permanente da Escola de Minas.
São muitos os tesouros guardados no Museu de Ciência e Técnica, entre eles a ossada de um homem que pode ter sido contemporâneo de “Luzia”, fóssil humano com datação mais antiga do país e desaparecido quase por completo durante o incêndio no Museu Nacional, no Rio de Janeiro (RJ), em 2 de setembro de 2018. No caso de Ouro Preto, trata-se de um crânio masculino e fragmentos ósseos que ficam no setor de História Natural do museu.
A ossada foi encontrada em 1939 por integrantes da Sociedade Excursionista e Espeleológica, fundada dois anos antes por alunos da Escola de Minas da Ufop (SEE/EM). Tudo indica que o indivíduo viveu entre 10 mil e 12 mil anos atrás, embora sejam necessárias investigações adicionais para confirmação. Encontrado 36 anos antes de “Luzia”, o crânio do homem ficou no laboratório de Paleontologia da Escola de Minas até ser levado à sala de exposição, onde passou a integrar a coleção após a abertura do setor de História Natural. Não se sabe se todos os fragmentos que compõem o esqueleto – localizados na entrada da Lapa da Pontinha, em Sete Lagoas, na Região Central do estado – são do mesmo homem pré-histórico.
Em 1983, a professora de paleontologia do Departamento de Geologia da Escola de Minas da Ufop, Áurea Duarte Pereira Pinto, fez a descrição de “um dos exemplares fósseis que temos em nosso Laboratório de Paleontologia”, embora com ressalva: “Por se tratar de um tema polêmico, uma vez que é fácil apontar falhas nas teorias que objetivam explicar fatos que ocorreram em um passado distante, deixamos claro que as nossas conclusões, longe de serem definitivas, servem para mostrar que o tema em foco é realmente apaixonante.”
Na época, a professora explicou que os primeiros fósseis coletados na região de Lagoa Santa foram estudados por P. Lund (o dinamarquês Peter Lund), no século 19, e por J. A. Padberg-Drenkpol, H. Walter, C. Paula Couto e F.L. Souza Cunha, no século 20. Áurea jogou mais luz sobre o achado de 1939. “Apesar de ter sido encontrado com alguns ossos quebrados, o crânio foi restaurado com cera de abelha.”
O crânio é dolicocéfalo, ou seja, apresenta uma forma alongada com um comprimento maior em relação à largura, e se encontra em um avançado estado de fossilização. Os ossos frontais revelaram que a testa era alta e pouco fugidia; as cavidades orbitárias medem 3 centímetros de largura por 3,5cm de altura; arcadas supraciliares pouco proeminentes; narinas estreitas e longas.
Além disso, segundo a descrição de Áurea, “os dentes estavam em perfeito estado de conservação, e o desgaste na arcada dentária sugere que o indivíduo consumia muitos grãos”. A arcada apresenta uma conformação parabólica, característica do gênero ‘Homo’. Já segundo a professora aposentada do Departamento de Geologia da Universidade Federal de Ouro Preto e ex-diretora do museu Maria Paula Delicio, trata-se “de um indivíduo jovem, evidenciado pelos mínimos sinais de desgaste nos dentes”. Observando os crânios de perto, percebe-se uma camada avermelhada, resultado da cera de abelha usada.
A cera de abelha é usada na restauração de fósseis principalmente devido à sua composição natural e maleabilidade. Aquecida levemente, é aplicada em fissuras e áreas danificadas dos fósseis, ocorrendo como uma espécie de adesivo temporário e reversível. Isso permite preencher lacunas sem danificar uma peça original, além de proteger o fóssil contra o ressecamento e pequenas variações de temperatura. A cera também é fácil de remover, garantindo que futuras restaurações possam ser feitas. Embora a técnica seja adequada nesse fóssil específico, como já foi feito há algum tempo, o restauro não está mais em boas condições.
Topázio exposto no museu, que receberá o público em visitas guiada
VISITA MEDIADA
Na comemoração do aniversário da Escola de Minas, o Museu de Ciência e Técnica (MCT) terá programação especial de visitação de amanhã a 31 de outubro. Nesse período, o público poderá participar de visitas mediadas aos setores de História Natural e Mineralogia 1. As visitas terão duração aproximada de uma hora e serão realizadas em grupos de até 15 pessoas, mediante agendamento.
A programação ocorrerá às quartas, quintas, sextas-feiras e aos sábados, com horários distribuídos entre manhã e tarde, e visitas conduzidas por monitores. Não haverá restrição de faixa etária, mas, para garantir a segurança dos visitantes e a preservação do acervo, crianças deverão estar acompanhadas (pelos pais ou responsáveis) durante todo o percurso.
A programação também contará com visitas especiais ao Observatório Astronômico nos dias 13, 20 e 27 de outubro. As atividades serão realizadas em dois grupos por noite, das 18h30 às 20h e das 20h às 21h30, com até 20 participantes em cada grupo.
FESTIVAL PALAVRAS
A celebração dos 150 anos da Escola de Minas tem o Festival PaLavras (de 10 a 23 de outubro), com exposições, recital de poesia, com Elisa Lucinda, na abertura do 21º Fórum das Letras/Do Mundo e de Minas, feira de saberes e fazeres, roda de samba, apresentação do histórico bloco Zé Pereira dos Lacaios, Concerto da Orquestra Ouro Preto “The Beatles”, Jornada do Sesquicentenário e outras atrações. Programação (gratuita) completa no portal ufop.br e no instagram: @minhaufop
POR DENTRO DA ESCOLA
• Atualmente, há 4 mil alunos, sendo 3,2 mil nos cursos de graduação e 800 nos programas de pós-graduação
•39% são mulheres
• A Escola de Minas ocupa 40 mil metros quadrados, dos quais 9,5 mil no Museu de Ciência e Técnica, na Praça Tiradentes. O câmpus fica no Morro do Cruzeiro
LINHA DO TEMPO
1803 – Em 13 de maio, o príncipe regente, dom João VI, publica o primeiro alvará para criação de uma Escola de Minas no Brasil
1871-1872 – Em sua primeira viagem pela Europa, o imperador Dom Pedro II conhece Auguste Daubrée, diretor da École des Mines de Paris, na França
1874 – Auguste Daubrée indica o normalista Claude-Henri Gorceix para ser o fundador de uma escola de mineralogia e de geologia no Brasil. Em 24 de julho, Gorceix chega ao Rio de Janeiro
1876 – Em 12 de outubro, a Escola de Minas é inaugurada em Ouro Preto, na Região Central de Minas Gerais
1877 – É criado, por decreto, o curso preparatório para ingresso no curso de engenharia da Escola de Minas
1881 – Em 31 de março, dom Pedro II visita a Escola de Minas de Ouro Preto
1898 – A sede da Escola de Minas é transferida para o Palácio dos Governadores, na Praça Tiradentes, no Centro Histórico de Ouro Preto
1942 – Criado o curso técnico de mineração e metalurgia dentro da Escola de Minas. Dezessete anos depois, o curso se transforma na Escola Técnica Federal de Ouro Preto
1946 – Criado o Parque Metalúrgico Augusto Barbosa
1969 – Criada a Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop)
1995 – Criado o Museu de Ciência e Técnica da Escola de Minas
1997 – A sede da Escola de Minas é transferida para o câmpus da Ufop, no Morro do Cruzeiro, no Bairro Bauxita
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2001 – Em 21 de março, é inaugurado o Centro de Artes e Convenções Parque Metalúrgico Augusto Barbosa, pertencente à Ufop
