A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta quarta-feira (7/10) o ex-monitor escolar André da Silva Moraes Júnior, denunciado em julho pelo Ministério Público por estupro de vulnerável, em investigação conduzida em São João Nepomuceno, na Zona da Mata mineira. O homem de 23 anos foi preso na Zona Norte de São Paulo, capital.
“A prisão foi realizada pela Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCESP), por meio de unidade especializada, após trabalho integrado com a Delegacia de Polícia em São João Nepomuceno e o Núcleo de Investigação de Crimes Cibernéticos da Delegacia Regional em Juiz de Fora”, informou a Polícia Civil mineira em comunicado.
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O ex-monitor da Escola Municipal Cívico-Militar Três Marias, em São João Nepomuceno, estava foragido da Justiça desde 22 de julho deste ano, quando a 2ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais da cidade expediu o mandado de prisão preventiva contra ele.
Duas ocorrências sustentam denúncia do MP
Em 11 de abril, a Polícia Militar foi acionada e registrou a ocorrência como "estupro de vulnerável". A mãe encontrou fotos íntimas enviadas pelo monitor para sua filha de 12 anos. Segundo o registro policial, a menina disse que "manteve relações sexuais" com o homem duas vezes em janeiro deste ano. O monitor, ainda de acordo com a menina, a “assediava” há algum tempo.
Ao decretar a prisão preventiva, o juiz Ricardo Domingos de Andrade destacou que André admitiu ter "mantido relação sexual" com essa aluna.
O homem chegou a mandar mensagens à mãe. "Eu sei que o que eu fiz é imperdoável. Você confiou muito em mim e eu te decepcionei da pior forma que podia, mas nada do que eu fiz foi com a intenção de machucar", disse.
Outro caso foi registrado em boletim de ocorrência em 7 de julho deste ano como "importunação sexual". Um pai flagrou no celular da filha, de 11 anos, mensagens impróprias enviadas pelo monitor. Foi nessa época que a escola ficou sabendo do que estava acontecendo, pois o pai procurou o diretor do colégio.
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O Estado de Minas não conseguiu localizar a defesa de André da Silva Moraes Júnior. O espaço segue aberto para manifestações.
