Um homem foi condenado, no último dia 18 de setembro, a 48 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão por homicídio qualificado, homicídio qualificado tentado e feminicídio, em sessão do Tribunal do Júri da Comarca de Manga, Norte de Minas.
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De acordo com a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), os crimes aconteceram em 27 de agosto de 2025 na Aldeia Riacho dos Buritis, localizada na Terra Indígena Xakriabá, no município de São João das Missões, no Norte de Minas.
Na ocasião, o réu atacou o próprio pai, de 79 anos, com golpes de foice. Logo em seguida, atacou o irmão usando faca e foice, além de agredir a mãe, também de 79 anos, quando ela tentou intervir para proteger o marido. Segundo apuração do processo, os ataques tiveram motivação financeira. O réu tinha ciúme da confiança financeira que o pai tinha com o outro filho.
O pai sofreu graves lesões e não resistiu, tendo morrido de traumatismo cranioencefálico em 12 de setembro do mesmo ano. O irmão do acusado também sofreu ferimentos graves, incluindo amputação parcial de um dos dedos da mão esquerda. Já a mãe foi agredida sem gravidade ao tentar parar os ataques do filho.
Os jurados identificaram que os homicídios, consumado e tentado, foram praticados por motivo fútil, além de reconhecer os ataques à mãe como feminicídio.
Além da pena de reclusão, a sentença estabeleceu o pagamento de R$ 10 mil aos sucessores da vítima, R$ 10 mil ao irmão sobrevivente e R$ 10 mil à mãe, para reparação por danos causados com as agressões.
O promotor de Justiça que atuou no caso, Pedro Henrique Fagundes Silva, ressaltou que a resposta firme do Tribunal do Júri, com expressiva condenação, demonstra que o sistema de Justiça não cede diante da criminalidade. "O papel do Ministério Público é sempre promover a justiça, e a atuação nesse caso foi precisamente nesse sentido", afirmou o promotor.
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*Estagiária sob supervisão da subeditora Regina Werneck
