O Ministério da Saúde entregou, neste sábado (26/9), 137 veículos destinados ao atendimento de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) em 49 municípios de Minas Gerais. O conjunto, que representa investimento de R$ 40 milhões, reúne ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), veículos para transporte sanitário e unidades odontológicas móveis. Em Belo Horizonte, onde acompanhou a vistoria dos veículos, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a renovação da frota e a ampliação da capacidade de atendimento do SUS. A agenda em Minas também incluiu, neste sábado, uma visita às futuras instalações do Hospital e Maternidade de Nova Serrana, no Centro-Oeste do estado.

A entrega dos veículos faz parte de uma estratégia de reforço da estrutura de atendimento do SUS, especialmente no transporte de pacientes e nos serviços que dependem de deslocamento entre municípios. De acordo com Padilha, parte das ambulâncias será destinada diretamente às cidades mineiras, enquanto outra parcela será incorporada à rede estadual.

Entre os veículos, estão ambulâncias do Samu e unidades destinadas ao transporte de pessoas que precisam viajar para realizar procedimentos como hemodiálise, radioterapia e cirurgias fora de seus municípios de origem.

Também estão entre os equipamentos as unidades odontológicas móveis. A proposta é levar atendimento odontológico a localidades que nem sempre contam com estrutura permanente, incluindo áreas rurais, distritos e comunidades mais afastadas dos centros urbanos. Segundo o ministro, os veículos podem permanecer temporariamente em determinados pontos, como comunidades e regiões rurais, permitindo a realização de procedimentos odontológicos e exames, inclusive com equipamentos de raio-X.

Prefeito de BH Álvaro Damião (União) e Ministro da Saúde Alexandre Padilha

Edésio Ferreira/EM/DA.Press

A medida amplia a presença física do SUS em municípios que dependem da rede pública para serviços de média e alta complexidade. Além do atendimento emergencial, a estrutura de transporte é fundamental para pacientes que precisam se deslocar regularmente para tratamentos que não estão disponíveis em suas cidades. Em casos como hemodiálise e radioterapia, por exemplo, o transporte é parte essencial da continuidade do tratamento.

Durante a coletiva em Belo Horizonte, Padilha afirmou que o governo federal ficou durante seis anos sem realizar a compra de novas ambulâncias UTI para o Samu. Segundo o ministro, a atual política de renovação pretende modificar esse cenário e ampliar a frota disponível no país. A previsão apresentada por ele é chegar, até 2026, a mais de 4 mil ambulâncias do Samu entregues em todo o território nacional. Também estão previstos cerca de 3 mil novos veículos para o transporte de pacientes, entre ambulâncias, vans e micro-ônibus.

Em Belo Horizonte, o prefeito Álvaro Damião (União) afirmou que quatro veículos novos passam a integrar a estrutura municipal. Eles se somam a sete veículos recebidos no ano passado. O prefeito ressaltou, porém, que o objetivo não é apenas aumentar o número de veículos disponíveis, mas substituir unidades antigas.

"Não é mais veículos para a frota, é a renovação da frota", afirmou Damião durante a coletiva. Segundo ele, os veículos que chegaram anteriormente e os entregues agora substituem unidades que já estavam sucateadas.

Damião também aproveitou a ocasião para destacar a relação entre Belo Horizonte e o governo federal em projetos de saúde. Segundo o prefeito, a capital é utilizada como referência para a implantação e avaliação de novas iniciativas do SUS. Na avaliação dele, a experiência acumulada na cidade permite que projetos sejam testados e, posteriormente, ampliados para outras regiões do país.

Atendimento mais rápido

A discussão sobre renovação da frota ocorreu em um momento em que o Ministério da Saúde também busca ampliar o uso de tecnologia nos serviços de urgência e emergência. Padilha afirmou que o governo trabalha em uma transformação digital do atendimento, com o objetivo de tornar a assistência mais rápida.

Ele também citou a recente sanção de uma lei relacionada ao uso de medicamentos trombolíticos no atendimento realizado pelo serviço de emergência. O objetivo, segundo ele, é expandir as possibilidades de intervenção ainda durante o atendimento pré-hospitalar.

A lógica é aproximar o atendimento especializado do momento em que o paciente precisa dele.

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A estratégia de levar equipamentos e serviços para mais perto da população também aparece em outras iniciativas. Na agenda de Padilha, o ministério informou que unidades móveis do programa Agora Tem Especialistas já haviam realizado mais de 89 mil procedimentos no estado, com atendimento de 40,8 mil pessoas em 37 municípios. As unidades oferecem consultas, exames e cirurgias especializadas e integram uma estratégia para reduzir filas no SUS. 

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