Uma cena de impacto chamou a atenção de quem passava pelo campus Saúde da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) no início da tarde desta terça-feira (22/9). Um acidente de trânsito simulado — envolvendo a colisão de um carro contra uma árvore e o atropelamento de dois pedestres — mobilizou dezenas de profissionais e estudantes em ação de conscientização e treinamento em saúde.

A iniciativa, coordenada pela professora Karla Rona da Silva, do curso de Gestão de Serviços de Saúde, integra a programação da Semana Nacional do Trânsito 2026, cujo tema deste ano é "No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas". A atividade teve início às 12h e permitiu ao público acompanhar em ambiente controlado todo o atendimento da Rede de Atenção às Urgências e de forças de segurança de Belo Horizonte.

O enredo e a realidade do perigo

O cenário montado reproduziu uma situação cada vez mais comum no cotidiano urbano: a distração causada pela tecnologia. Na encenação, a motorista se distraiu ao atender o celular para verificar o endereço de uma encomenda. Paralelamente, dois pedestres — também focados em seus aparelhos — atravessaram sem olhar, gerando o atropelamento e o posterior choque do veículo contra uma árvore.

Três alunos da própria universidade interpretaram os papéis principais da ocorrência. Os estudantes João Vitor Alves Pereira e Flávia Reis Soares atuaram como os pedestres atingidos, enquanto a aluna Grazielli Pereira da Silva representou a condutora do automóvel.

Para os participantes, a experiência de simulação trouxe um realismo impressionante e reflexões profundas sobre a imprudência.

"A sensação de trauma lá dentro foi desesperadora, achei que não ia conseguir sair de lá, estava presa", relatou a estudante Grazielli após ser retirada do veículo pelas equipes de resgate. "Essa demonstração é para lembrar a pessoa de ter responsabilidade. As consequências no acidente de trânsito são muito graves e você pode perder a sua vida em frações de segundos."

João Vitor, aluno de Gestão de Serviços de Saúde que atuou como uma das vítimas atropeladas, reforçou o apelo da campanha:

"Este ano nós tivemos como base o uso indevido do celular. Fica a conscientização para que as pessoas sejam mais prudentes com o uso do aparelho, principalmente no trânsito. Sem dúvidas, a simulação é uma forma direta de conscientizar."

Imagens da simulação da UFMG que retrata o atropelamento de duas pessoas e o choque do carro contra uma árvore após a motorista usar o celular Jair Amaral/EM/DA Press
Imagens da simulação da UFMG que retrata o atropelamento de duas pessoas e o choque do carro contra uma árvore após a motorista usar o celular Jair Amaral/EM/DA Press
Imagens da simulação da UFMG que retrata o atropelamento de duas pessoas e o choque do carro contra uma árvore após a motorista usar o celular Jair Amaral/EM/DA Press
Imagens da simulação da UFMG que retrata o atropelamento de duas pessoas e o choque do carro contra uma árvore após a motorista usar o celular Jair Amaral/EM/DA Press

Ensino e serviço à comunidade

Além de educar a população sobre a prevenção de acidentes, a atividade serve como atividade prática de ensino para os estudantes universitários, com a presença dos serviços de urgência.

Segundo a professora Karla Rona, o evento aproxima a comunidade acadêmica da realidade do socorrista. "A iniciativa reforça o papel da Universidade na integração com a sociedade e na abordagem de questões relacionadas à educação e à saúde. Nosso grande objetivo é conscientizar a população para que cenas como essa não aconteçam na vida real", destaca a coordenadora.

A operação contou com a atuação e parceria do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-192 BH), Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), Hospital das Clínicas da UFMG, Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MG), Guarda Civil Municipal de Belo Horizonte, além de ligas acadêmicas, diretórios e núcleos de gestão da instituição.

Serviço

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