A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) descartou qualquer indicativo de tentativa de sabotagem no furto e vandalismo contra o sistema antiodor instalado pela Copasa na barragem da Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte, semana passada.
Em nota, a PCMG informou que “a ação criminosa objetivou a subtração de fios de cobre e estruturas de alumínio, sem quaisquer indicativos de tentativa de sabotagem”.
A corporação disse ainda que demais informações serão divulgadas após o avanço dos trabalhos investigativos, sem informar, porém, se a suspeita de sabotagem das outras adutoras também foi descartada.
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Nessa quinta-feira (17/9), foi instaurado inquérito para apurar a suspeita de sabotagem em uma sequência de rompimentos de adutoras registrados em Belo Horizonte e na Região Metropolitana entre agosto e setembro deste ano.
A investigação começou após a Copasa procurar o Ministério Público (MPMG) e apontar a suspeita de que os episódios tenham sido provocados deliberadamente. A possibilidade foi apresentada pela presidente da companhia, Marília Carvalho de Melo, durante reunião na sede da Unidade de Combate ao Crime e à Corrupção (UCC), na capital mineira.
Conforme levantamentos preliminares conduzidos pela própria Copasa, quatro rompimentos consecutivos de adutoras de grande porte registrados entre os meses de agosto e setembro de 2026, além do vandalismo no sistema antiodor da Lagoa da Pampulha, podem ter sido causados de forma deliberada.
O Estado de Minas procurou a Copasa e pediu posicionamento em relação a conclusão da PCMG sobre a possível sabotagem e aguarda retorno.
Histórico dos episódios sob investigação
As ocorrências sob suspeita começaram no mês passado e afetaram diferentes regiões da capital e da Região Metropolitana:
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19 de agosto: Uma adutora da Copasa se rompeu na Rua Xapuri, Bairro Nova Granada, Região Oeste de BH. A água invadiu imóveis e alagou diversas vias públicas. Moradores de 43 bairros foram afetados pelo corte no abastecimento. Os trabalhos de interligação do primeiro trecho da nova adutora só foram concluídos no sábado(5), quase 20 dias depois.
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1º de setembro: Uma tubulação dentro da Estação de Tratamento de Água da própria Copasa, no Barreiro, se rompeu durante a madrugada. Parte de um muro foi derrubada pelas águas.
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6 de setembro: Uma rede de distribuição estourou na Rua Afonso Pena Júnior, próximo à Praça Guimarães Rosa, no Bairro Cidade Nova, na Região Nordeste da capital. Um imóvel onde funciona um salão de beleza foi invadido pela água.
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7 de setembro: Na madrugada do feriado da Independência, uma nova adutora se rompeu na Rua Caetano Pirri, no Bairro Milionários, no Barreiro, comprometendo o abastecimento de 65 bairros da região e da Região Oeste.
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8 de setembro: Um vazamento de grandes proporções em uma tubulação da Copasa assustou motoristas na BR-040, altura da Ceasa, em Contagem, na região metropolitana. Segundo a empresa, cerca de 2.600 clientes de 13 bairros foram afetados.
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8 de setembro: Uma vistoria técnica constatou que o sistema antiodor da Lagoa da Pampulha, perto do Aeroporto da Pampulha, teve o funcionamento comprometido por furto de cabos e danos em peças essenciais.
