Pampulha: sistema que combatia o mau cheiro sofre vandalismo
Equipamento recém-instalado pela Copasa foi depredado e furtado; reparo deve levar um mês e companhia promete reforçar a segurança no local
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O sistema anti-odor instalado pela Copasa na barragem da Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte, foi alvo de vandalismo e furto. Equipes da companhia identificaram a completa depredação das instalações e o roubo de material elétrico durante uma visita de rotina ao local nesta terça-feira (8/9).
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A ação interrompeu o funcionamento completo do equipamento, e a Copasa registrou um boletim de ocorrência na tarde do mesmo dia.
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Com investimento de R$ 240 mil, o sistema havia sido instalado recentemente em uma unidade chamada caixa de manobras, próxima ao Aeroporto da Pampulha. Pelo local passa o esgoto coletado nas bacias da lagoa e de parte de Contagem, com vazão de 1.200 litros por segundo, que é enviado para tratamento na ETE Onça.
O mau cheiro, como o de gás sulfídrico, é liberado pelo movimento brusco no fluxo dos efluentes. O novo sistema funciona como um grande filtro de ar, removendo as altas concentrações desses gases para neutralizá-los. Sua operação foi comprometida pela ação criminosa.
A presidente da Copasa, Marília Carvalho de Melo, esteve no local para avaliar a situação, acompanhada por representantes da Polícia Civil, Polícia Militar e Guarda Municipal. Ela afirmou que serão tomadas as providências para a responsabilização pelo ato.
“É um ato de vandalismo, de depredação de um investimento relevante para a cidade de Belo Horizonte, considerando o problema recorrente que nós temos de odor na Lagoa da Pampulha”, declarou a presidente.
A instalação do sistema era um compromisso da Copasa com a Prefeitura de Belo Horizonte para neutralizar o mau cheiro na região. A companhia informou que providenciará o reparo do equipamento, mas por se tratar de um serviço especializado e pela extensão do dano, a previsão é que o conserto leve cerca de um mês. A Copasa também está investindo na instalação de câmeras para ampliar a segurança no local.
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*Estagiária sob supervisão do editor João Renato Faria